Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > IRAQUE

Indiciado soldado que vazou vídeo de ataque

09/07/2010 na edição 597

O soldado americano Bradley E. Manning, suspeito de ter vazado imagens de um ataque de um helicóptero americano apache em Bagdá, que resultou na morte de dois funcionários da agência de notícias Reuters em 2007, foi indiciado esta semana, noticia Arthur MacMillan [AFP, 6/7/10]. Manning estava em uma prisão militar no Kuwait desde o mês passado e recebeu duas acusações de má conduta. A primeira, por violar regras do Exército, ao ‘transferir informações secretas para seu computador pessoal e baixar software não autorizado em um sistema secreto’. A segunda, por ‘comunicar, transmitir e entregar informações da Defesa Nacional para uma fonte não autorizada’.


Em abril, o site WikiLeaks exibiu o vídeo do incidente. Na época, o site disse ter obtido o material de ‘diversas pessoas dentro do Exército’ e teria quebrado o código de encriptação. A filmagem registrava conversas entre controladores e dois pilotos, que identificaram os homens na rua de Bagdá como insurgentes armados e pediram permissão para abrir fogo. Posteriormente, duas das vítimas do ataque foram identificadas como o fotojornalista da Reuters Namir Noor-Eldeen e o motorista que o acompanhava, Saeed Chmagh.


Câmeras e fuzis


Depois que o vídeo vazou na internet, a Casa Branca descreveu o incidente como ‘trágico’. Pelo menos dois indivíduos pareciam estar armados nas imagens, mas a maioria das pessoas na cena estava sem armas. Os pilotos pensaram que a câmera de um dos funcionários da Reuters fosse um lançador de granadas e mísseis, e pediram permissão aos controladores para iniciar o ataque a ‘cinco ou seis indivíduos com AK-47’. Quando diversos corpos ficaram estirados no chão, um deles diz: ‘olhe para estes bastardos mortos’. O outro, então, responde: ‘ótimo’. Em seguida, uma van chega para recolher os mortos e feridos, sendo também alvejada. Duas crianças que estavam no veículo ficaram feridas.


Em abril, um militar americano alegou não questionar a veracidade do vídeo, mas disse que ele não fornece informações novas. ‘Tínhamos insurgentes e repórteres na área na qual forças americanas iam ser atacadas. Naquele momento, não éramos capazes de discernir se as pessoas estavam carregando câmeras ou armas’, revelou.

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