Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Israel acusa imprensa de estimular anti-semitismo

01/02/2005 na edição 314

Estudo do governo de Israel atribui à imprensa britânica forte responsabilidade por ser o Reino Unido o país em que o anti-semitismo cresceu de forma mais acentuada no último ano. Nota de Chris MacGreal [The Guardian, 25/1/05] informa que o número de incidentes relacionados ao anti-semitismo cresceu de 163 para 304 de 2003 para 2004. Esta estatística inclui agressões verbais, danos à propriedade de judeus e representações de suásticas. Para o ministro da diáspora israelense, Natan Sharansky, este é o reflexo de ‘anos de reportagens e comentários hostis a Israel que agora chegam às ruas’. Os veículos mais agressivos contra os judeus seriam a rede pública BBC e o diário The Guardian, que ‘equiparam Israel a um estado nazista’. A maioria dos ataques a judeus no Reino Unido foram perpetrados por muçulmanos, mas eles teriam sido estimulados pela mídia e pela atitude de alguns políticos, segundo Israel. O estudo foi divulgado por ocasião do 60º aniversário da libertação dos prisioneiros de Auschwitz.



Abbas quer TV Palestina independente

O novo líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deu instruções à direção do canal oficial TV Palestina para que deixe de ser um veículo de propaganda e comece a competir com redes como al-Jazira e al-Arabiya, servindo de fonte de informação para a população. Matéria do Jerusalem Post [26/1/05] informa que, desde sua criação, em 1994, o canal tinha como prática gastar horas da programação elogiando Iasser Arafat e seus colegas da alta cúpula palestina, seja com notícias pouco importantes ou com canções de exaltação. Não está claro se a recomendação de Abbas se aplica também à Rádio Palestina. O maior responsável por fazer da TV Palestina um mero porta-voz da AP foi seu ex-diretor-geral, Hisham Makki, assassinado em janeiro de 2001. Ele teria roubado milhões de dólares da emissora, chegando mesmo a vender seus equipamentos para embolsar dinheiro, além de receber propinas. Quando foi morto, seus bens foram congelados pelo governo e, apesar de haver ganho um salário de US$ 1.500 mensais durante anos, sua fortuna foi avaliada em US$ 17 milhões. Há boatos de que o próprio Arafat tenha mandado assassiná-lo.

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