Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

MONITOR DA IMPRENSA > PÚBLICO

Joaquim Vieira

13/01/2009 na edição 520

‘Duas reacções motivadas pela última crónica do provedor:

Fiquei satisfeito com a abordagem feita e com o impacto que o tema teve, e vai continuar a ter, em diversos fora. A blogosfera, por exemplo, ‘ferve’! O meu mail e o meu telemóvel não param! A distribuidora com que a minha editora trabalha acabou de reforçar – reactivar! – as encomendas do livro! Até aqui, e numa esfera mais mercantilista, o balanço é muito positivo! Ou seja, este debate ninguém consegue parar!

Só por isso, já ficou justificado o esforço – pelo menos o meu – e serviu de ponto de partida para um conjunto de reacções em cadeia que recebi – e ainda estou a receber – e que me deixam tranquilo e seguro das razões pelas quais recorri ao Provedor do Leitor do Publico.

Desde ‘herói’ a ‘corajoso’ já me chamaram um pouco de tudo. Mentiroso ainda não e hipócrita também não! Digo-o obviamente com alguma ligeira ironia, mas é claro que estamos perante um tema sensível, polémico e que mexe com muitos interesses, inclusive financeiros, muitas e variadas subsidiodependências.

Há muita gente por todo o mundo a querer viver (mamar!, desculpe o termo) destes conceitos viciados e habilidosamente ‘artilhados’. Por isso não lhes interessa a desmontagem destes embustes. Daí a necessidade de a imprensa dever ter muito cuidado na forma como trata estas temáticas.

Penso que, na esfera jornalística e no que ao PÚBLICO diz respeito, o assunto pela minha parte está encerrado. Até porque nunca coloquei em causa qualquer critério editorial do PÚBLICO. Nunca foi isso que esteve em causa, e referi-o desde o início. Nem podia estar, como é óbvio.

As conclusões do seu texto vieram confirmar aquilo que eu pensava. E os comentários que me foram feitos, somados a outras observações cruzadas ou que circulam agora em diversos ‘palcos’ de debate, provaram que eu tinha razão e as pessoas, da forma como o leram, reforçaram essas minhas razões.

E até acharam imensa piada ao esquecimento conjunto do director e do redactor nas respostas aos meus mails. Foi o comentário preferido! Até lhe chamaram ‘Um Esquecimento Conveniente’. Isto nunca colocando em causa o imenso respeito profissional que tenho pelo José Manuel Fernandes, nem pelo PÚBLICO, jornal do qual sou leitor há 20 anos e vou continuar a ser. Mas, agora, eu e toda a comunidade que se interessa por estas coisas confirmámos as posições do PÚBLICO quanto ao ‘aquecimento Gglobal’. Nada a opor! Fui avisado disso logo no inicio do processo de edição deste livro e referi-o na primeira carta/mail que lhe enviei.

Sinto apenas necessidade de fazer uma pequena (?) correcção com o intuito de provar ao Joaquim Vieira a bondade da nossa razão e comportamento: quem lhe disse que o livro estava editado no mercado internacional há dois anos para se justificar … MENTIU! Mas essa MENTIRA reforça a nossa razão e postura.

E assim, o Joaquim Vieira pode confirmar como se MENTE quando em fragilidade argumentativa. Sabe porquê? PORQUE ESTE LIVRO NÃO ESTÁ EDITADO EM NENHUM PAÍS DO MUNDO. Portugal foi o primeiro País a editá-lo, e só agora a minha editora está a preparar o lançamento no Brasil, Angola e em lingua espanhola.

E porquê? Porque este livro… não era um livro! IGNORÂNCIA e MÁ FÉ! Este livro chamado agora, em Portugal, ‘A Ficção Científica de Al Gore’, de Marlo Lewis, era um… ‘congress paper’! Os tradutores e consultores da minha editora (Rui Moura e Jorge Oliveira) estiveram fora do país num congresso e receberam o actual conteúdo do livro na qualidade de participantes. Quando chegaram a Portugal perguntaram-me se eu estava interessado em editar este… ‘congress paper’! Entrámos em contacto com a autor e… nasceu um livro!

Portanto, o PDF que o jornalista recebeu foi lido em primeira mão em Portugal, e à borla, pelos defensores do ‘aquecimento global’! Ou seja, o jornalista nem poderia conhecer antecipadamente o livro do circuito internacional, como ele disse, e rejeitar de imediato o seu conteúdo por essa razão. O jornalista deixou o livro ‘afogar-se’ nos seus mails porque percebeu que era uma ‘peça’ crítica do ‘aquecimento global’! Há escorregadelas fantásticas não há? E toda esta má-fé prova a bondade da nossa argumentação. Já viu o Joaquim Vieira como se apanha o primarismo e a falta de deontologia de um colaborador do PÚBLICO? Há quem lhe chame azar…

Pela minha parte, e no que ao PÚBLICO diz respeito, as coisas ficaram esclarecidas. Quanto ao jornalista, ficou tudo comprovado e denunciado! Esse também era um dos nossos objectivos. Ele hoje está muito mais limitado nas suas movimentações e interesses porque foi denunciado e forçado a assumir o seu alinhamento.

Horácio Piriquito

NOTA DO PROVEDOR: Ninguém transmitiu ao provedor a informação de que o livro de Marlo Lewis existe no mercado há quase dois anos, pois esta está na internet e pode ser obtida com uma pequena pesquisa, como por exemplo aqui, onde se informa de uma apresentação feita pelo autor em Março de 2007. Por outro lado, o jornalista já esclareceu que não divulgou o PDF, não passando pois a acusação feita por Horácio Piriquito, neste particular, de um processo de intenções.

Achei curioso o artigo, principalmente porque comprei o livro já há uns meses e creio que a publicidade veio no vosso jornal. Sobre o livro, convém referir que o autor, Marlo Lewis Jr., já deu uma palestra (em video) a explicar os itens analizados (aqui).

É interessante tambem analizar ‘global warming in a climate of ignorance’. E ainda ‘official pseudoscience’ Estamos rodeados de uma pseudociência?

A minha análise:

1 – sobre este tema não há debates na comunicação social. Logo é caso para considerar-se suspeito.

2 – sobre a sua frase que refere que pelo facto de haver um consenso geral quer nos países quer nos cientistas, quanto a isso digo-lhe apenas isto: o que interessa à verdadeira ciência não são consensos mas sim a verdade [NOTA DO PROVEDOR: o leitor refere-se a uma passagem da resposta do jornalista Ricardo Garcia, não a algo que o provedor tenha escrito]. O que interessa não é a votação democrática mas sim a VERDADE. A democracia não serve para a ciência. Se 99,99% votarem a favor de uma mentira não é por esse facto que deixa de ser mentira.

3 – depois de pesquisar bem chega-se à conclusão de que este é, de facto, o engodo do século XXI. E o esquema está todo ele muito bem montado. Já reparou nos milhões que são gastos nesta propaganda em vez de se combater a pobreza?

4 – a comunicação está inserida num conluio com esta teia ou está do lado que lhe convém (é mais fácil estar do lado da multidão do que do lado da verdade) ou não sabe do que fala ou limita-se a passar informação de um lado para o outro.

5 – de facto, isto é tudo decidido por um conjunto de cientistas do IPCC que decidem aprovar por maioria (muitos contra a sua vontade e outros abandonaram o IPCC) a decisão. Depois é transformado em leis e finalmente posteriormente tudo manietado em impostos ou taxas de CO2. É isto a finalidade da artimanha, cobrar mais taxas às pessoas.

6 – ou seja, o CO2 é transformado no verdadeiro vilão no meio disto tudo. Ridículo constatar que qualquer artigo que se refira ao CO2 é acompanhado de uma chaminé a deitar fumo negro. Isto é tentar associar a imagem à palavra. O engodo de que o CO2 causa aquecimento no planeta (e estará a aquecer ou a arrefecer?) é um autêntico atentado à inteligência das pessoas. Será que as pessoas sabem o que é o CO2? O CO2 é incolor e não tóxico. Não é preciso ser-se cientista para comprovar. Quando respiramos libertamos CO2 (será que Al Gore respira?). O CO2 é fundamental para as plantas e para nós porque transformam CO2 em O2. Qualquer criança que andou na escola sabe disto.

7 – por que será que não se fala em gases bem tóxicos, como os que saem dos escapes ou chaminés, em vez de se martelar no ‘coitado’ do CO2? Isto é maquiavélico. Um atentado à inteligência das pessoas (ver aqui).

8 – É absolutamente espantoso verificar que nunca ninguém nos meios da comunicação social sabe de onde vem o calor. Nunca ninguém fala no Sol, esse grande astro que por vezes tem variações nas manchas solares que causam maior ou menor calor. Também ninguém sabe que o eixo da Terra tem ligeiras alterações. E basta a mudança de 1 grau para provocar alterações no clima (alterações que existiram, existem e sempre existirão na história do planeta). Daí que o Saara já tenha sido verde e hoje é deserto.

9 – é curioso constatar que o ex-vice-presidente da América (Al Gore) recebe rios de dinheiro nas suas palestras a proferir barbaridades autênticas. E curioso tambem porque se desloca em viaturas que produzem imenso CO2. Hipocrisia?

10 – antes de se acreditar no que dizem os outros, só porque toda a gente acredita, convém verificar a veracidade dos factos. Eu, e certamente muitos mais, não acredito nesta charlatanice.

Frases do mestre Buda:

‘Não acredites em alguma coisa simplesmente porque a escutaste.

Não acredites em tradições simplesmente porque provêm desde há muitas gerações.

Não acredites em algo só porque é falado ou é motivo de rumor por muitos.

Não acredites em algo simplesmente porque vem escrito nos teus livros religiosos.

Não acredites em algo simplesmente porque é dito pelos teus professores ou anciãos.

Mas, após observação e análise, quando encontrares algo que vai de acordo com a razão e é conduzível à felicidade e benefício de uma só pessoa e de todas, então aceita-o e vive-o.

Se não encontrares uma companhia inteligente, uma pessoa sábia e bem-comportada que te acompanhe, então vai sozinho, como um rei que abandona um reino conquistado ou como um enorme elefante na floresta profunda.’

11 – o homem é o único ser com capacidade para acreditar que os fenómenos da natureza podem ser um castigo de Deus. E, agora, também o único para achar-se que é sua a autoria do denominado aquecimento global. Ridículo.

Estamos rodeados de uma nova inquisição que se aproveita da ignorância das pessoas? A comunicação social anda a substituir a igreja? Link e link.

Espero que este email ajude a despertar consciências.

J. Batista’

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