Terça-feira, 23 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1047
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornais analisam trajetória de Jade Goody

24/03/2009 na edição 530

Morreu no domingo (22/3), aos 27 anos, a celebridade britânica Jade Goody, vítima de câncer. Jade, que era enfermeira em um consultório dentário, ficou famosa – por seu comportamento explosivo e falta de modos – ao participar do reality show Big Brother, em 2002, e de mais duas edições do programa, a última delas na Índia, no ano passado.


A celebridade gerada na TV lançou perfumes, autobiografias, teve programa televisivo e explorou sua imagem o quanto pôde nos tablóides sensacionalistas. Jade descobriu a doença em frente às câmeras, quando participava do reality show indiano. Este ano, quando lhe foi dado pouco tempo restante de vida, decidiu passá-lo também em frente às câmeras. Ela mostrou sua rotina na TV, vendeu as fotos de seu casamento, em fevereiro, e de seu batizado junto com os dois filhos, de quatro e cinco anos de idade, realizado há algumas semanas. Aos críticos, Jade tinha a resposta na ponta da língua: queria juntar bastante dinheiro para o futuro das crianças.


Pessoa normal


Na segunda-feira (23/3), a mídia britânica analisou a ‘carreira’ da celebridade e questionou seu poder de atração sobre o público. Jade se tornou uma das figuras do entretenimento mais populares do Reino Unido nos últimos anos, para o bem e para o mal. Em sua segunda participação no Big Brother, em uma edição só para celebridades, ela gerou polêmica ao insultar com termos racistas a atriz de Bollywood Shilpa Shetty, o que lhe rendeu um mar de críticas. Desde que soube do câncer, entretanto, o público acompanhou todos os passos do tratamento.


Para o executivo de TV Phil Edgar-Jones, que selecionou Jade para o reality show que a tornou famosa, sua infância difícil – com mãe viciada em drogas e pai na prisão – e a falta de uma educação adequada a tornaram uma estrela fora do comum, mas com que muitas pessoas podiam se identificar. Um artigo no Guardian concordou com a análise. Ainda que nem todo mundo tenha sofrido abusos e dificuldades na infância como Jade, ‘a experiência dela ainda é mais próxima da experiência [do público médio] do que as vidas que costumamos ver em destaque na TV’. O Times ressaltou que a facilidade de Jade em se abrir completamente para as câmeras, revelando todos os seus sentimentos e medos, tornou-a um ‘ser humano reconhecível e tridimensional’.


Já o Daily Mail enfatizou que é necessário evitar que Jade se torne, depois da morte, algo que ela não foi. ‘Ela não tinha um talento, uma especialidade, um dom. Tudo o que fez foi abrir uma janela de sua vida’, escreveu o jornal. Informações da AFP [22/3/09].

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