Domingo, 24 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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MONITOR DA IMPRENSA > PALESTINA

Jornal israelense critica mídia internacional

25/01/2005 na edição 313

Em artigo não-assinado, o Jerusalem Post [18/1/05] cita exemplos que demonstrariam que a grande imprensa internacional tem contratado como jornalistas militantes da causa palestina, o que explicaria o suposto favorecimento que os veículos dão ao lado dos muçulmanos em sua disputa com os israelenses.

Um caso surpreendente seria o da correspondente da AFP, Majida al-Batsh, que anunciou no fim do ano passado sua candidatura ao cargo de presidente da Autoridade Palestina. Além de servir à agência francesa, ela é colaboradora do jornal oficial da autoridade, Al-Ayyam. Um colega de Majida na AFP, Adel Zanoun, é outro que faz parte da folha de pagamento da Autoridade Palestina, como correspondente da rádio Voz da Palestina, na Faixa de Gaza.

AP e Reuters, agências concorrentes da AFP, têm praticamente apenas palestinos trabalhando como cinegrafistas na região. Eles decidem que imagens serão distribuídas para milhares de veículos de comunicação pelo mundo. Um jornalista da AP, Muhammad Daraghmeh, também escreve para Al-Ayyam.

As ligações obscuras entre os grandes veículos da imprensa e setores políticos palestinos seriam a chave do seqüestro do produtor da CNN Riad Ali. Ele foi levado por homens armados em Gaza e reapareceu ileso. Como nenhum grupo militante palestino assumiu a autoria da ação, jornalistas locais especulam que tudo teria sido uma farsa ou um incidente resultante de uma disputa interna na CNN. A emissora não quer comentar o caso. Para o Post, estes exemplos servem para explicar porque a mídia internacional menciona tão pouco os defeitos da Autoridade Palestina, como a corrupção.

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