Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornalista canadense é expulsa do país

06/02/2009

Uma jornalista canadense com nacionalidade egípcia que trabalhava no Sudão para diversas organizações de mídia foi expulsa do país esta semana, noticiam AFP [5/2/09] e Christian Science Monitor [6/2/09]. A repórter – identificada por colegas como Heba Aly – trabalhava no Sudão desde 2008 para o Monitor, Bloomberg e a agência de notícias da ONU, Irin. ‘Esta expulsão, junto com as ameaças sofridas por jornalistas sudaneses, revela que a comunidade internacional deve continuar a monitorar o compromisso do Sudão em respeitar os direitos humanos’, afirmou uma porta-voz do Ministério do Exterior do Canadá.


Heba disse a colegas que havia sido interrogada por autoridades sudanesas em dezembro, quando deixou Cartum para passar o Natal com a família, no Canadá. Após retornar ao país africano, no início do ano, ela não conseguiu uma credencial de imprensa e teve seu visto de trabalho negado. Ainda assim, permaneceu no Sudão em janeiro, recebendo o ultimato para que saísse de lá na semana passada. Ela já tinha sido detida duas vezes no ano passado. ‘Nunca recebi ordens escritas de expulsão. Eu fui simplesmente ameaçada e aconselhada por alguém do governo a sair, caso contrário seria presa. Fui seguida e intimidada a deixar o país, com a justificativa de que estava perguntando sobre armas’, contou a repórter. O governo nega que ela tenha sido expulsa por causa do trabalho, e sim por conta de questões de imigração. Heba tinha, de fato, escrito matérias sobre a indústria de armas no país.


Conflito


Segundo dados da ONU, mais de 300 mil pessoas morreram no conflito na região sudanesa de Darfur e 2,7 milhões tiveram que deixar suas casas desde que rebeldes entraram em guerra com o governo dominado por árabes, há seis anos. Já as autoridades de Cartum dizem que o número é de 10 mil mortos. O Sudão é um país com uma imprensa relativamente livre – ao contrário das demais nações africanas, onde a maioria dos veículos é estatal –, mas o governo mantém firme controle sobre as organizações de mídia locais e estrangeiras no que se refere a temas considerados sensíveis.

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