Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornalista do NYTimes intimado a depor em julgamento

28/05/2011 na edição 643

Com a aprovação do procurador-geral Eric H. Holder Jr., promotores federais estão tentando forçar – mais uma vez – James Risen, autor do livro sobre a CIA e repórter do New York Times, a testemunhar, em setembro, no julgamento do ex-funcionário da agência de segurança, Jeffrey Sterling. O objetivo é que ele revele a fonte que vazou informações sobre os esforços de sabotar o programa nuclear iraniano ao final da administração de Bill Clinton.

Risenrecebeu a intimação esta semana. Sterling foi acusado este ano como parte de uma sanção da administração de Barack Obama sobre funcionários acusados de revelar informações secretas a jornalistas. Desde que Obama assumiu, promotores civis e militares acusaram cinco pessoas em casos de vazamento de informação, mais do que todos os presidentes anteriores combinados. Diversos casos começaram sob a administração de George W. Bush.

No ano passado, o juiz federal Leonie M. Brinkema havia anulado uma intimação semelhante ao jornalista, quando promotores estavam tentando convencero grande júri a indiciar Sterling. “Vou lutar contra esta intimação também. Sempre protegerei minhas fontes e acho que isto é uma luta sobre a Primeira Emenda e a liberdade da imprensa”, afirmou Risen.

Em uma moção proposta pelos promotores, há o argumento de que a Primeira Emenda não dá a Risen o direito de evitar testemunhar sobre suas fontes confidenciais em um julgamento criminal. O Departamento de Justiça alegou que ele foi uma testemunha e deveria cooperar para fornecer dados a um júri. Caso o jornalista ainda se recuse a colaborar, ele pode ficar preso.

Guerra ao terror

Promotores acreditam que Sterling forneceu dados confidenciais a Risen que serviram de base para um capítulo de seu livro, no qual detalhava os esforços da CIA em 2000 para acabar com o programa nuclear do Irã. O material em questão não apareceu no NYTimes. Ele chegou a escrever um artigo em 2003, mas o jornal decidiu não publicar depois que funcionários do governo alertaram editores sobre o fato de a divulgação da informação ser prejudicial à segurança do país.

Em 2006, Risen ganhou, junto com o colega de redação Eric Lichtblau, o prêmio Pulitzer de reportagem nacional por revelar a existência de um programa governamental de espionagem de cidadãos americanos – em nome da "guerra contra o terror" do presidente George W. Bush. O livro do jornalista é especializado em assuntos de inteligência, era uma extensão deste assunto. Informações de Charlie Savage [The New York Times, 24/5/11].

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