Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornalista nega ter servido à espionagem comunista

04/01/2005 na edição 310

O repórter alemão Günter Wallraff conseguiu na Justiça uma ordem que proíbe a imprensa de divulgar a denúncia de que foi ‘funcionário extra-oficial’ da Stasi, o serviço de espionagem da Alemanha Oriental, noticia a Frankfurter Allgemeine [24/12/04]. O jornalista alega que a informação foi divulgada pela editora Axel Springer, em campanha organizada em represália a um livro que ele publicou nos anos 70, denunciando a fabricação de notícias no Bild, maior diário do grupo. Wallraff se infiltrou na redação do jornal e afirma ter presenciado como as reportagens eram forjadas ou exageradas.

Com a queda do Muro de Berlim, a CIA conseguiu uma lista de informantes da Stasi na antiga Alemanha Ocidental. Em 2003, funcionários alemães que receberam cópia do documento declararam que a figura mais conhecida da lista seria Wallraff. Ele nega a acusação. ‘Nunca dancei com o diabo’, disse. Ele admite ter feito contato com funcionários da Stasi, mas para tratar de questões jornalísticas. A Justiça determinou que, para publicar algo, os jornais do grupo devem apresentar provas da ‘espionagem’.

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