Segunda-feira, 28 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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MONITOR DA IMPRENSA > KOSOVO

Jornalista preso por desacato ao tribunal

21/05/2008 na edição 486

Promotores do tribunal de crimes de guerra da Organização das Nações Unidas (ONU) acusaram o jornalista kosovar Baton Haxhiu de divulgar o nome de uma testemunha sob proteção durante o julgamento do ex-primeiro-ministro do Kosovo Ramush Haradinaj. Haxhiu, preso na terça-feira (20/5), é o sexto kosovar albanês acusado de desacato ao tribunal nos últimos meses.


Editor do diário Express, o jornalista pode enfrentar sentença máxima de sete anos de prisão ou multa de até US$ 156 mil se condenado. Os promotores alegam que a cobertura jornalística do julgamento do ex-premiê violou uma ordem do tribunal que proibia a publicação da identidade das testemunhas. Nesta quarta-feira (21/5), Haxhiu se declarou inocente perante o tribunal.


Inocente


Em abril, os promotores indiciaram o ex-ministro da Cultura do Kosovo Astrit Haraqija e o funcionário do Ministério Bajrush Morina por, supostamente, tentarem dissuadir uma testemunha a depor no julgamento de Haradinaj. Eles devem ser julgados em junho.


Também em abril, um painel de juízes inocentou o ex-premiê de acusações de tortura, estupro, assassinato e perseguição de sérvios durante o conflito separatista entre 1998 e 99, mas ressaltou ‘as dificuldades’ do julgamento com o temor de represálias às testemunhas.


Homenagem


Uma porta-voz do tribunal declarou que a acusação contra Haxhiu mostra como a questão da proteção de fontes é levada a sério. Ela defendeu o indiciamento ‘em casos como este, onde as pessoas optam por violar ordens do tribunal e publicar informações sobre testemunhas protegidas’.


Em 1999, Haxhiu recebeu o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do Comitê para a Proteção dos Jornalistas. Ele foi homenageado pela cobertura imparcial da crise no Kosovo e pela publicação de um jornal independente, apesar das intimidações e ameaças de morte. Neste mesmo ano, o jornalista foi dado como morto depois que a redação do jornal foi incendiada. Ele havia, na verdade, ido para a Macedônia e, escondido em um porão, viu o noticiário internacional reportar sua suposta morte. Informações de Foo Yun Chee [Reuters, 20/5/08] e da Associated Press [21/5/08].

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