Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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Jornalista espanhol consegue escapar de área sitiada

Por lgarcia em 01/03/2012 na edição 683

 

Javier Espinosa, correspondente do El Mundo que estava desde a semana passada impedido de deixar um subúrbio da cidade síria de Homs, conseguiu escapar para o Líbano, noticia Peter Beaumont [The Guardian, 29/2/12]. Ele escreveu uma série de matérias de Homs nas quais detalhava o sofrimento no subúrbio de Baba Amr, principal foco da resistência ao regime do presidente Bashar al-Assad e que está em estado de sítio há 25 dias.

Espinosa fazia parte de um pequeno grupo de jornalistas capturados em Homs, quando dois jornalistas – a repórter do Sunday Times Marie Colvin e o fotógrafo francês Remi Ochlik – foram mortos na semana passada. O colega de Marie, o fotógrafo Paul Conroy, já havia escapado em uma fuga que deixou treze ativistas mortos. A fuga de Espinosa foi anunciada junto com a divulgação da notícia de que o regime do presidente al-Assad havia negado permissão para a chefe de ajuda humanitária da ONU, Valerie Amos, entrar no país.

O paradeiro dos outros dois jornalistas estrangeiros do grupo que cobria o conflito em Homs – Edith Bouvier, do Le Figaro, e William Daniels, fotógrafo com base na França – é incerto. Alguns relatos dizem que eles permanecem presos em Baba Amr. Edith quebrou a perna no mesmo ataque que matou Marie e Ochlik.

A ONU estima que as forças de segurança de Assad tenham assassinado mais de 7,5 mil civis desde que a revolta teve início, em março do ano passado – número questionado pelo governo sírio, que, em dezembro, afirmou que “terroristas armados” mataram mais de dois mil soldados e policiais.

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