Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Jornalista francês é libertado pelas Farc

Por lgarcia em 31/05/2012 na edição 696

O jornalista francês Romeo Langlois, que passou 33 dias em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), afirmou, após sua libertação na quarta-feira [30/5], que foi bem tratado no cativeiro. “Eles nunca me amarraram. Pelo contrário, sempre me trataram como um hóspede. Me davam boa comida. E sempre eram respeitosos”, contou.

O jornalista de 35 anos, que há dez cobre o conflito na Colômbia para o jornal Le Figaro e para o canal de TV France24, criticou, no entanto, a propaganda que a guerrilha fez de sua libertação. Langlois foi solto no 48º aniversário do movimento, com direito a discursos de líderes das Farc em um palco e churrasco de comemoração. Cerca de duas mil pessoas acompanharam a soltura do jornalista, que foi entregue a uma comissão humanitária coordenada pela Cruz Vermelha Internacional.

Posteriormente, questionado sobre o que levava do tempo no cativeiro, Langlois respondeu que não precisava da experiência para conhecer o conflito colombiano ou os rebeldes. “Estou nisso há um longo tempo”, afirmou, completando: “O que eu levo é a convicção de que é preciso cobrir este conflito”. Ele disse esperar que o Exército não pare de levar observadores externos para zonas de conflito, e que os rebeldes permitam que jornalistas acompanhem sua rotina, “porque este conflito não está sendo coberto”, “tornou-se invisível”.

O jornalista foi atingido por um tiro no braço em 28 de abril, em um ataque rebelde a soldados que ele acompanhava em uma missão para destruir laboratórios de cocaína. Três soldados e um policial foram mortos no tiroteio. Ele contou que testemunhou a morte de um sargento na sua frente, e acabou tirando seu capacete e colete à prova de balas – elementos que, inicialmente, fizeram com que os rebeldes o confundissem com um soldado americano ou israelense, afirmou o líder das Farc Calacho Mendoza, que ainda se desculpou publicamente pela guerrilha ter se referido ao jornalista, em um comunicado no começo do sequestro, como “prisioneiro de guerra”. Informações da Associated Press [31/5/12].

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