Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1045
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MONITOR DA IMPRENSA >

Jornalistas americanas detidas na Coréia do Norte

19/03/2009 na edição 529

Duas jornalistas americanas foram detidas na Coréia do Norte na terça-feira (17/3), perto da fronteira com a China. Laura Ling e Euna Lee trabalham para a emissora interativa Current TV, fundada pelo ex-vice-presidente americano Al Gore. Segundo o missionário sul-coreano Chun Ki-won, que ajuda refugiados norte-coreanos a conseguir asilo, as duas mulheres foram presas junto a um guia que contrataram na China para assisti-las.


Ki-won havia se encontrado com as duas repórteres em Seul para ajudá-las a planejar a viagem. Elas pretendiam apurar informações sobre os refugiados norte-coreanos e falaram com ele pela última vez na manhã de terça, por telefone – contaram que estavam na cidade chinesa de Yanji, na fronteira, e que seguiriam em direção ao rio Yalu. Os rios Tumen e Yalu são pontos de passagem de norte-coreanos que tentam fugir do país. Ki-won afirmou que marcou encontros das jornalistas com refugiados na Coréia do Sul e na China, mas alertou que ficassem longe das fronteiras.


Perigo


O Departamento de Estado americano afirmou que tem conhecimento da situação. ‘Estamos trabalhando com membros do governo chinês na região para determinar o paradeiro das duas americanas em questão. Também entramos em contato com autoridades norte-coreanas para expressar nossa preocupação sobre o assunto’, afirmou o assessor de imprensa Fred Lash. O contato com membros do governo norte-coreano é feito por intermédio da embaixada sueca em Pyongyang, capital da Coréia do Norte, já que os EUA não têm relações diplomáticas com o país.


A mídia sul-coreana começou a reportar sobre a detenção das jornalistas nesta quinta-feira (19/3). Segundo a agência de notícias Yonhap, soldados norte-coreanos teriam dado voz de prisão depois que elas ignoraram ordem para parar de filmar no local, perto do rio Tumen. A fronteira que separa China e Coréia do Norte é bastante perigosa. A expansão econômica chinesa e a escassez norte-coreana faz com que milhares de cidadãos atravessem para o país vizinho em busca de comida, remédios, trabalho ou simplesmente para fugir de vez. Chineses que vivem perto da fronteira dizem que espiões norte-coreanos policiam a área, agindo dura e impunemente para impedir a passagem de seus compatriotas. Informações de Kwang-tae Kim [Associated Press, 19/3/09].

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