Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

MONITOR DA IMPRENSA > SRI LANKA

Jornalistas presos e computadores apreendidos em ação contra sites

Por lgarcia em 05/07/2012 na edição 701

 

Tradução e edição: Leticia Nunes

 

A polícia do Sri Lanka prendeu nove jornalistas e apreendeu documentos e computadores de um escritório na capital Kotte onde funcionam os sites de notícias Sri Lanka Mirror e Sri Lanka X News. O país é considerado um dos mais perigosos para a prática jornalística.

O Sri Lanka Mirror, independente, estava entre cinco páginas bloqueadas pelo governo em 2011. O Sri Lanka X News pertence ao Partido Nacional Unido, de oposição. Na ação da semana passada, a polícia afirmou que tinha um mandado de busca e que os sites haviam publicado informações erradas sobre figuras públicas, “sujando a imagem” do país.

Segundo o presidente da Associação de Jornalistas do Sri Lanka, Gnanasiri Kottigoda, a ação mostra que “o governo não encerrou sua campanha de ataque e intimidação às instituições de mídia e jornalistas” do país. “Nós vemos isso como um movimento para silenciar a mídia independente do Sri Lanka”. Ainda que os sites tivessem publicado informações falsas, a justiça do país tem meios legais para puni-los, ressaltou Kottigoda, afirmando que usar a polícia para invadir redações de organizações de mídia independentes não é algo aceitável. A busca, feita por mais de dez policiais, durou cerca de três horas.

Os cinco sites bloqueados no ano passado eram acusados pelo governo de “assassinato de reputação”. Apenas o Sri Lanka Mirror voltou a funcionar, depois de um acordo na justiça – o site entrou com uma queixa na Suprema Corte, e o órgão regulatório do setor de telecomunicações concordou em remover o bloqueio, com a condição de que ele não publicaria links para outros sites bloqueados ou sem registro.

No Índice de Impunidade de 2012 do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, o Sri Lanka ficou em 4º lugar, com nove assassinatos de jornalistas sem solução. Segundo a Anistia Internacional, pelo menos 14 profissionais de mídia foram mortos desde 2006. Organizações internacionais de proteção ao jornalismo acusam o governo de não investigar devidamente ataques a jornalistas e instituições de mídia. Com informações da AP e da Sky News [30/6/12]. 

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