Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > INVESTIMENTO

Jovem empresário russo relança diário francês

18/03/2010 na edição 581

O France-Soir é o menor dos diários nacionais da França. Lançado em 1944, nas décadas de 50 e 60 foi um dos jornais mais vendidos do país, chegando a circular mais de um milhão de cópias por dia. Nos últimos anos, entretanto, o France-Soir – que já não era mais tão significativo no mercado – sofreu o baque financeiro da indústria jornalística francesa. Em 2009, sua circulação caiu para apenas 23 mil exemplares diários.


Mas eis que esta semana o France-Soir renasceu das (quase) cinzas. O relançamento, com impressão de 500 mil cópias, é obra o empresário russo Alexander Pugachyov, que investiu 50 milhões de euros no jornal. Alexander, de apenas 25 anos, é filho de Sergey Pugachyov, amigo do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, e considerado um dos mais influentes bilionários do país.


O jovem empresário, que não tinha experiência com administração de jornais, comprou o diário francês no ano passado. Desde então, a redação passou de 40 jornalistas para 100. O relançamento do France-Soir foi acompanhado do corte do preço de capa pela metade – promoção que deve durar pelo menos um mês – e por uma grande campanha publicitária para convencer os leitores de que o quase falido tablóide voltou com força e merece estar junto do Monde e do Figaro nas bancas de Paris.


Mistério


Pouco se sabe sobre Alexander. Ele foi criado em Mônaco e tem passaporte francês, o que o exclui da lei francesa que limita a participação de estrangeiros em companhias de mídia. Já seu pai fez fortuna no início dos anos 90 como banqueiro, além de ser dono dos dois maiores estaleiros navais de São Petersburgo.


A razão para a compra do France-Soir é um mistério, diz Arnauld Dubien, do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas, em Paris. Com a pequena circulação do diário, ele descarta a tese de que a família russa estaria buscando ampliar sua influência na França. ‘Também não é por causa de dinheiro’, diz, ressaltando o investimento significativo em um cenário nada animador. ‘Eu acho que é mais uma questão da necessidade de dar ao filho algo para fazer’, resume Dubien. Com informações de Greg Keller [AP, 17/3/10].

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