Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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MONITOR DA IMPRENSA >

Juiz dá a jornalista irlandesa direito a confidencialidade

18/06/2009 na edição 542


A jornalista Suzanne Breen ganhou o direito de não entregar à polícia da Irlanda do Norte material relacionado ao grupo terrorista IRA Autêntico, uma dissidência do IRA, o que representa um marco para a liberdade de imprensa no país, noticia Henry McDonald [The Guardian, 18/6/09]. Segundo o juiz Tom Burgess, a vida de Suzanne estaria em risco caso ela entregasse notas de uma entrevista feita com o IRA Autêntico, depois de o grupo ter matado dois soldados britânicos em março.


Especialistas legais e o Sindicato Nacional de Jornalistas da Irlanda do Norte consideraram a decisão uma vitória para a mídia. A jornalista, que trabalha para o Sunday Tribune, enfrentaria cinco anos de prisão caso o juiz tivesse determinado a favor da polícia. Ela se recusou a entregar as informações por achar que isto violaria a confidencialidade jornalística e colocaria sua família em risco.


Durante o caso, Suzanne revelou que uma fonte próxima a um grupo dissidente havia emitido um alerta de que ela poderia ser morta se cooperasse com a investigação policial. ‘Acho que o juiz foi mais longe do que qualquer outro ao reconhecer a confidencialidade de fontes e o respeito ao jornalismo. Espero que estabeleça precedentes para futuras decisões’, reconheceu a repórter. De acordo com seu advogado, Joe Rice, a importância do julgamento não deve ser subestimada. ‘Este é um marco, não apenas do ponto de vista de Suzanne Breen e do Sunday Tribune, mas de todos os jornalistas da Irlanda do Norte’, avaliou.

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