Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > WIKILEAKS

Julian Assange contra a imprensa

05/10/2010 na edição 610

O clima não anda bom na WikiLeaks, organização que tem como objetivo divulgar documentos secretos de governos e corporações para revelar comportamentos antiéticos. Em um debate em uma universidade londrina na semana passada, o editor-chefe do site, o australiano Julian Assange, criticou a mídia por ter publicado matérias não-favoráveis desde que a WikiLeaks vazou, em julho, mais de 92 mil relatórios militares confidenciais sobre a guerra do Afeganistão.

Assange sofre, ainda, de acusações de má conduta sexual na Suécia, onde parte da infraestrutura da organização tem sede. Além disso, um porta-voz do grupo chegou a afirmar que ele ‘está sendo consumido por seu confronto com o Pentágono’. E, para piorar, o WikiLeaks não está conseguindo cumprir a promessa de divulgar uma nova remessa de 15 mil documentos da inteligência dos EUA.

O alemão Daniel Domscheit-Berg, que afirmou recentemente ter deixado o cargo de porta-voz da organização por conta do ‘estilo gerencial’ de Assange, contou ao jornal Der Spiegel que teve problemas com o que descreveu como obsessão do chefe por atacar o governo americano. O editor-chefe nega que Domscheit-Berg tenha deixado o cargo – segundo ele, o alemão foi suspenso – , que tenha havido problemas com sua administração e que seja obcecado pelo Exército americano. ‘Temos que lidar com aquele país se tivermos que lidar, mesmo que parcialmente, com o problema do sigilo no mundo’, explicou.

Ataques à mídia

Assange acusou o Wall Street Journal de participar de um esquema para desacreditar o WikiLeaks, ao tornar públicos os emails trocados com grupos de direitos humanos contra a divulgação de nomes de informantes no Afeganistão. Para críticos, a organização colocou em risco vidas de civis e militares no país.

O site Huffington Post foi criticado pelo editor-chefe por ter investigado o financiamento do WikiLeaks; e a revista Wired, por ter publicado recentemente uma matéria que alegava que a organização estava sofrendo de uma guerra de poderes interna para tirar alguns membros-chave da equipe. Informações de Raphael G. Satter [AP, 30/9/10].

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