Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MONITOR DA IMPRENSA > OS GRAMPOS DE BUSH

Justiça quer descobrir quem vazou informação

Por Edição de Leticia Nunes (com Larriza Thurler) em 02/01/2006 na edição 362

O Departamento de Justiça americano abriu outra investigação sobre os vazamentos de informações confidenciais – que parecem ser uma constante no governo do presidente George W. Bush. Desta vez, o inquérito visa descobrir quem divulgou para a imprensa a existência do polêmico programa de espionagem autorizado pelo presidente.

O furo foi noticiado pelo New York Times, em dezembro, e dava conta de que a Agência de Segurança Nacional vem monitorando telefonemas e correspondências de cidadãos americanos com estrangeiros desde outubro de 2001, após os ataques terroristas que abalaram os EUA. O jornal informou ainda que conseguira a informação havia mais de um ano, segurando-a, em parte, a pedido do governo federal.

Trent Duffy, porta-voz da Casa Branca, afirmou que a investigação foi uma iniciativa do Departamento de Justiça, e que Bush foi informado sobre ela na semana passada. ‘O vazamento de informações confidenciais é uma questão séria. O fato é que o livro de regras da al-Qaeda não é publicado na primeira página [dos jornais], e quando o dos EUA é, isso leva a sérios desdobramentos’, disse Duffy disse a repórteres em Crawford, Texas, onde o presidente passava as festas de fim de ano.

Críticas e inquéritos

A recente denúncia do programa secreto de espionagem despejou uma onda de críticas no governo. Algumas delas acusam o presidente de violar a lei ao autorizar a interceptação de conversas de civis sem aprovação judicial. Bush, que admitiu a existência do programa e descreveu como ele funcionava, alegou que a iniciativa era legal em um ‘momento de guerra’.

O inquérito aberto na semana passada é mais um de uma série de investigações iniciadas nos últimos anos por causa de vazamentos para a imprensa. Há alguns meses, o Departamento de Justiça começou a examinar se informações confidenciais sobre a existência de prisões da CIA usadas para interrogar suspeitos de terrorismo no Leste Europeu foram repassadas ilegalmente ao Washington Post. Há dois anos, teve início a longa investigação para determinar quem vazou a identidade secreta da agente da CIA Valerie Plame. Comandado pelo promotor especial Patrick Fitzgerald, o inquérito já levou à prisão de uma jornalista e ao indiciamento do ex-chefe de gabinete do vice-presidente americano. Informações de Toni Locy [Associated Press, 30/12/05].

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