Domingo, 24 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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MONITOR DA IMPRENSA > PEQUIM 2008

Liberdade e leis se chocam nos Jogos Olímpicos

23/05/2006 na edição 382

O chefe do time de inspeção do Comitê Olímpico Internacional, Hein Verbruggen, afirmou na semana passada que a mídia gozará na China da mesma liberdade que teve em outros países que sediaram os Jogos. Ele completou, entretanto, que os jornalistas terão que respeitar as leis chinesas durante a cobertura do evento.

A equipe coordenada por Verbruggen concluiu recentemente sua inspeção em território chinês para a preparação das Olimpíadas de 2008, em Pequim. Segundo ele, o chefe da organização local, Liu Qi, havia garantido, no ano passado, o compromisso da China em permitir que os jornalistas trabalhassem livremente durante os Jogos.

Maior grupo

‘Esse é um ponto importante nas nossas discussões porque a mídia é o maior grupo de pessoas que teremos aqui’, Verbruggen disse à agência de notícias Reuters. ‘Incluindo o pessoal técnico, serão mais de 20 mil pessoas, o dobro do número de atletas’. O coordenador ressaltou que a China tem leis e elas devem ser respeitadas. ‘Isso é algo que nós temos que aceitar e que todos têm que aceitar. Enquanto a mídia se comportar normalmente, tenho certeza de que não haverá problemas’.

A China é a maior prisão do mundo para jornalistas, com 42 profissionais encarcerados atualmente. O governo atua de forma repressiva para conter qualquer tipo de dissidência ou denúncia de problemas sociais e políticos. Apenas este mês, pelo menos quatro jornalistas e internautas chineses devem enfrentar julgamento por acusações que vão de incitamento da subversão a extorsão e chantagem. Informações de Nick Mulvenney [Reuters, 18/5/06].

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