Sábado, 30 de Maio de 2015
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº852

MONITOR DA IMPRENSA > IRÃ

Libertação e greve de fome

04/07/2005 na edição 336

A imprensa no Irã sofre com medidas arbitrárias que vão desde a proibição de funcionamento de jornais até a detenção, sem muitas explicações por parte das autoridades, de jornalistas. A organização Repórteres Sem Fronteiras [1/7/05] comemorou a libertação, sob fiança, do jornalista Yosef Azizi Banitrouf, que ficou encarcerado por mais de dois meses. Banitrouf trabalhou por 12 anos para o diário Hamshari, mas foi demitido recentemente pelos ultra-conservadores que assumiram a administração do jornal. Desde então, vinha contribuindo com outras publicações, até ser levado de casa em abril.

‘A soltura [de Banitrouf] é uma ótima notícia, mas nós não podemos nos esquecer que há outros quatro jornalistas ainda encarcerados na penitenciária de Evin em péssimas condições’, ressaltou a RSF. A organização citou em especial o jornalista Akbar Gangi, em greve de fome nas últimas três semanas. Segundo artigo de David Gollust para a Voice of America [29/6], o governo dos EUA defendeu, na semana passada, a libertação de Gangi, preso desde 2000. Ele estaria com a saúde debilitada e, ao contrário de outros presos políticos no Irã, não teria direito de se comunicar com sua família.

Ganji foi condenado a seis anos de prisão por reportar o assassinato, em 1998, de quatro ativistas de oposição ao governo e o desaparecimento de um quinto ativista, crimes supostamente cometidos por forças de segurança iranianas com o conhecimento de altos funcionário governamentais.

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