Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > PROFISSÃO PERIGO

Mais duas jornalistas mortas no México

05/09/2011 na edição 658

Duas jornalistas mexicanas foram sequestradas e assassinadas na semana passada. Seus corpos nus foram encontrados em um terreno atrás de um cemitério próximo à Cidade do México, na quinta-feira, 1. Ana Marcela Yarce Viveros era co-fundadora da revista Contralinea, e Rocio Gonzalez Trapaga, ex-repórter da emissora Televisa. Atualmente, Rocio trabalhava como freelancer para a Contralinea.

Ameaças e assassinatos de jornalistas são cada vez mais comuns no México, mas esta parece ser a primeira vez que profissionais de imprensa são mortos na capital, considerada até então relativamente segura. A maior parte dos crimes envolvendo jornalistas ocorre em cidades dominadas pelos cartéis do narcotráfico ou pequenas regiões controladas por governos corruptos.

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Ainda não se tem provas de que os assassinatos foram cometidos por conta do trabalho das duas jornalistas, mas o crime seguiria os padrões comumente estabelecidos pelas gangues de traficantes. Há indícios de que elas teriam sido estranguladas; suas mãos estavam amarradas. Amigos disseram que as duas eram amigas de longa data e foram vistas pela última vez em um café próximo ao centro da capital na noite de quarta-feira, 31.

Pelo menos outros seis jornalistas foram assassinados no México só em 2011. Mais de 60 foram mortos desde o início da guerra do governo contra os cartéis de drogas, em dezembro de 2006. O México é considerado um dos países mais perigosos para o trabalho jornalístico pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas. Diante das ameaças, muitos jornalistas adotam a auto-censura para evitar a ira dos traficantes. Com informações de Tracy Wilkinson [Los Angeles Times, 1/9/11].

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