Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
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MONITOR DA IMPRENSA > iG

Mario Vitor Santos

04/03/2008 na edição 475

‘Em resposta à nota aqui publicada ontem, sobre as práticas amorosas da Big Brother Thati, recebi a seguinte manifestação do editor de homes do iG, Marcelo Costa, a quem agradeço

‘Caro Mário,

realmente a manchete destacada não condizia com o conteúdo da notícia, que destacava Tessa, e não sua amiga Thati, participante do Big Brother Brasil 8. Assim que o erro foi percebido, retiramos a chamada da capa, e optamos por outra.’

‘Sobre a relevância da informação, entendemos que o Big Brother Brasil é um jogo que atrai a atenção do público, que procura saber todos os detalhes de cada um dos personagens. Como é um jogo que parte do pressuposto que a opinião pública faz o papel de juiz (são os telefonemas dos telespectadores que decidem se um participante deixa ou não a casa), é de interesse de esse público conhecer ao máximo todos os integrantes.’

‘Dentro deste cenário de jogo, a opção sexual dos participantes da casa pode se transformar em assunto para a mídia. Não cabe ao iG diminuir ou aumentar o assunto, mas sim agir corretamente destacando os fatos que surgem conforme o jogo vai sendo jogado. No caso observado pelo leitor houve sim um erro, que buscamos corrigir neste espaço:’

‘Onde se lê ‘Segundo jornal, amiga diz que Thati já ficou com menina’, o correto é: ‘Segundo jornal, amiga de Thati ficou com menina’.’

‘Para entender a relevância dessa informação é preciso acompanhar o programa: Tessa, a amiga citada em tal manchete, foi a escolhida por Thati quando esta ganhou o direito de ganhar a visita de uma pessoa na casa. Thati escolheu a amiga Tessa em detrimento de alguém da família, e muitos questionaram a escolha. A própria Tessa saiu em defesa de Thati negando qualquer envolvimento além da amizade. Porém, segundo o jornal Folha de S. Paulo, a amiga assumiu ter tido uma relação homossexual, e isso fez com que o assunto voltasse à tona.’

‘Ser ou não ser homossexual é uma opção que só diz respeito à Thatiana. Porém, em um jogo cujo público atua como juiz juntando peças como um quebra-cabeça, a informação (sem questionamento de valores, de certo ou errado) sobre o que um participante acredita ou não acredita, deseja ou não deseja, gosta ou deixa de gostar, é relevante para o leitor.’

‘Em tempo: nesta madrugada, Thati assumiu já ter beijado uma garota. A nota completa pode ser lida aqui’

Marcelo Costa, editor de homes do iG, iBest e BrTurbo

enviada por Mario Vitor Santos

Faltam correções

A minha opinião a respeito é a seguinte: a coluna do ombudsman não é o local adequado para a publicação de correções. O ombudsman é profissional contratado para realizar crítica pública do veículo segundo os melhores critérios jornalísticos. Seu papel e seu espaço não são destinados à publicação improvisada de correções. Para elas deve haver uma área específica, corretamente identificada, onde o iG oficialmente reconheça seus erros com transparência diante do público e restabeleça a verdade com rapidez.

Para o material de cunho mais jornalístico, o Último Segundo dispõe desse espaço (clique aqui), embora talvez ele seja pouco usado (a última correção publicada ali é de 14 de fevereiro). Para o restante do conteúdo, jornalístico ou não, deveria haver um procedimento institucional claro em que os erros fossem oficialmente reconhecidos pelo iG (o ombudsman não é representante oficial do portal) e, na medida do possível, reparados. Que o conteúdo do iG ainda não tenha uma área de veiculação de correções, onde erros como esse sejam reconhecidos, é evidência da debilidade do portal nessa área. O iG precisa ter uma atitude consistente em relação à ética e à qualidade, em obediência a uma mentalidade que procure evitar os erros. Quando estes acontecem, o correto é reconhecê-los e procurar restaurar a verdade perante os leitores. Não deve depender apenas dos estímulos do ombudsman, nem improvisar o blog do ombudsman para esse fim.

***

A vida sexual de Thati; o iG fica com o erro (27/2/08)

O leitor Ubiratan Pereira Junior aponta erro grave do iG. O portal afirma que Thati, do Big Brother, já ‘ficou’ com meninas. A informação está errada, não é verdadeira, ao menos segundo o que o próprio iG publica.

O destaque para o assunto já é muito questionável. Qual a relevância dessa informação? O que interessa se Thati já ficou ou não com quem quer que seja?

Mas o pior é que a notícia original, em que o iG se baseou para fazer o título escandaloso da capa não informa isso. A notícia, publicada no site de celebridades Babado, informa que foi uma amiga de Thati que ficou com meninas. A notícia não informa nada sobre a vida amorosa de Thati.

Ou seja, a ‘notícia’ original seria ainda menos relevante. O resultado é informação infundada sobre o comportamento sexual de Thati. O iG parece ter percebido o erro, tanto que retirou o tema da capa, mas não publicou qualquer correção em local nenhum do portal.

O leitor fotografou a capa do iG e a reportagem interna, enviando-as ao ombudsman. Pereira Júnior faz uma cobrança pertinente: ‘Peço que a errata tenha o mesmo destaque que a manchete teve.’ Cabe ao iG ser transparente e sincero, reconhecendo o erro e corrigindo-o logo. Quando um veículo não reconhece com rapidez e destaque os seus erros, investe no descrédito.

Veja abaixo a mensagem de Ubiratan e as reproduções:

‘Boa tarde,

Gostaria de solicitar a inclusão na página principal do IG da correção da Manchete do BBB que diz que ‘Segundo Jornal, amiga diz que Thati já ficou com meninas’, online nesse momento, as 15:49. A reportagem é clara ao dizer que a amiga de Thati já ficou com meninas e em nenhum momento faz referência à Thati. Em anexo vai cópia da página nesse momento. Peço que a errata tenha o mesmo destaque que a manchete teve. Fico no aguardo. Atenciosamente,’

Ubiratan Pereira Júnior

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Internet e velocidade (26/2/08)

Internet é conexão rápida e acesso fácil aos conteúdos. É a meta de todos. Entregar muito conteúdo com muita velocidade. O maior fenômeno da Internet, o Google, tem duas características básicas: rapidez e eficiência.

Esse também deve ser o objetivo do iG.

O site http://www.websiteoptimization.com mede o tempo necessário para o computador mostrar o conteúdo de cada site.

Segundo este ‘velocímetro’ da Internet, o Google gasta pouco mais de 2 segundos para que aparecer no computador, mesmo numa conexão de velocidade considerada baixa, de 56 Kbps. No tempo que se gasta para dizer ‘paralelepípedo’, a página está inteira na tela. Numa medição, feita hoje às 12h, o iG gastou 4,42 segundos para que o computador fizesse o download de suas imagens e recursos.

A página do Google é simples, sem arquivos e imagens pesadas. Sua aparência chega a ter um tom de improvisação. O design, objetivo e ‘limpo’, cheio de espaços em branco, vai totalmente contra a corrente dominante na rede, cheia de cores, signos e ferramentas.

O sucesso do Google é, portanto, o sucesso da rapidez eficiente, que recusa o redundante e sacrifica o belo e redundante. É como um jato de linhas simples, sem enfeites que atrapalhem a aerodinâmica.

O iG mais veloz

Este ombudsman dedicou-se nos últimos dias a tentar medir a velocidade de conexão do iG. A idéia era checar se continuavam ocorrendo os problemas de lentidão havidos no meio do ano passado.

Segundo uma medição feita pelo próprio iG, de maneira diferente da usada pelo site citado acima, o tempo de exibição completa da capa do iG, que vinha na casa dos 50 segundos ao longo de 2007, caiu para a casa dos 40 segundos em dezembro passado.

A medição é feita apenas com a conexão discada, pois, de acordo com os técnicos do iG, em banda larga, a conexão mais rápida, há muitos caminhos diferentes pelos quais o sinal percorre a rede, o que faz o tempo variar muito de uma medição para outra, segundo o iG. Esse fato limita a relevância da medição, mas está longe de ser desprezível.

Marcos Aurélio Lorena, diretor de Tecnologia da Informação do iG, comemora a melhoria dos tempos do iG como resultado de trabalho para dar ao público a melhor experiência de navegação: ‘Fizemos grandes investimentos na compra de equipamentos e na otimização de nossa infra-estrutura, além de aplicar a melhores práticas de engenharia de software com o objetivo de reduzir o peso de nossas páginas. Estes fatores conjugados são os responsáveis pela melhoria de performance atual.’

Segundo Lorena, há novas iniciativas sendo planejadas e os compromissos são ambiciosos: ‘Vamos continuar trabalhando, incansavelmente, para oferecer ao nosso internauta as páginas mais rápidas da Internet brasileira.’

Não é um compromisso qualquer. Em termos de rapidez e confiabilidade dos serviços, a imagem do iG junto a clientes e internautas não é das melhores.

Envolvido na melhoria dos sistemas do iG, Anderson Jerônimo da Silva, da Gerência de Infraestrutura, declara que a meta é estabilizar o tempo de carregamento na casa dos 40 segundos (sempre em conexão de 56 Kbps de velocidade, ou seja, a velocidade de uma conexão discada, como se diz) e logo levar o tempo médio para os 30 segundos.

A partir de mês que vem, o iG promete também implantar uma estrutura de cache, pelo qual as páginas mais visitadas por um internauta são armazenadas – o que economiza operações e aumenta a rapidez em futuras visistas aos mesmos locais. Até agora, o iG não dispõe dessa ferramenta, comum em outros grandes portais. Isso, segundo Silva, deve aumentar também a velocidade.

Os dados obtidos pela área de Tecnologia do iG são obtidos com base na média de duas medições diárias, feitas às 8h e 20h. Podem não refletir toda a situação e certamente haverá quem discorde. Quem desejar contestá-los ou comentar, apresentando outros testemunhos, será bem-vindo. De qualquer forma, se o iG de fato vencer a lentidão dará um grande passo para aumentar a qualidade para os internautas. O número de reclamações ao ombudsman nessa área caiu de uma média de seis em julho para apenas uma nesses quase dois meses de 2008.

Este ombudsman dedica-se muito à crítica do conteúdo do iG. Sem acesso rápido, porém, não há como aproveitar a qualidade do jornalismo ou do entretenimento.’

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