Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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MONITOR DA IMPRENSA >

Ministro justifica ataque a canal de TV

01/10/2008 na edição 505

O ministro do Interior da Venezuela minimizou um ataque de militantes pró-governo à emissora privada Globovisión. O grupo La Piedrita assumiu a autoria de um atentado com gás lacrimogêneo aos escritórios do canal, em Caracas, no dia 22/9. Os agressores ainda distribuíram panfletos ameaçando Alberto Frederico Ravell, diretor da Globovisión. Embora tenha prometido a abertura de um inquérito sobre o caso, o ministro Tarek El Aissami acusou o canal de ‘conspirar’ contra o presidente Hugo Chávez.


A atitude do ministro foi condenada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com sede em Paris. ‘Esta guerra midiática, sem precedentes na Venezuela, está se aquecendo diante das eleições regionais e municipais marcadas para o dia 23/11, o que torna alguns canais vulneráveis’, declarou a RSF. ‘Infelizmente, as declarações de Aissami e de outros membros do governo mostram que não apenas as autoridades não estão fazendo nada para acabar com a violência, como também a estão encorajando’.


Guerra de acusações


O Venezolana de Television (VTV), principal canal público do país, noticiou no dia 10/9 um ‘plano de assassinato’ de Chávez. O produtor do programa de propaganda La Hojilla (A Lâmina, tradução livre), Mario Silva – que também é porta-voz do Partido Socialista da Venezuela e candidato a governador de Carabobo –, divulgou uma conversa por telefone entre militares supostamente envolvidos no plano. Cinco dias depois, Diosdado Cabello, ex-vice-presidente e candidato a reeleição para o governo de Miranda, acusou Ravell, Miguel Enrique Otero, editor do jornal El Nacional, e Andrés Mata, editor do El Universal, de ‘incitar o assassinato’ do chefe de Estado. ‘Nós vamos te pegar, Ravell’, ameaçou.


Neste meio tempo, o ministro da Informação e Comunicação, Andrés Izarra, condenou publicamente o que chamou de ‘plano’ da mídia privada. Depois do ataque à Globovisión, Lina Ron, presidente do Partido da União do Povo, entoou cânticos em homenagem às ‘milícias magníficas da Venezuela’, referindo-se aos agressores. Para Ravell, o atentado é ‘o resultado das violentas acusações feitas contra o canal nos últimos dias’. Informações da Repórteres Sem Fronteiras [25/9/08].

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