Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MONITOR DA IMPRENSA > IMPRENSA AMEAÇADA

Moçambique condena assassino de jornalista

25/01/2006 na edição 365

Tribunal de Moçambique condenou, na semana passada, Anibal dos Santos Junior pelo assassinato do jornalista Carlos Cardoso, em novembro de 2000. Ele recebeu sentença de 30 anos de prisão e protestou ao fim da sessão, afirmando que o julgamento havia sido injusto.


Dos Santos já havia sido condenado a 28 anos de prisão, mas, como não estava presente ao tribunal quando a sentença foi proferida, a Suprema Corte ordenou que ele fosse julgado novamente. Outros cinco acusados pela morte do jornalista foram condenados em 2003 a penas de 23 e 24 anos de prisão. O filho do ex-presidente Joaquim Chissano, Nyimpine, foi investigado depois que três dos homens condenados pelo caso forneceram evidências de sua ligação com o crime. Nyimpine negou qualquer envolvimento e não chegou a ser acusado formalmente.


Cardoso, que era diretor do jornal Metical, foi assassinado a tiros em Maputo, capital de Moçambique, quando estava em seu carro. Na época, ele investigava o desaparecimento de quantia equivalente a milhões de dólares do Banco Comercial de Moçambique, e havia descoberto a ligação dos empresários Vicente Ramaya, Momade Abdul Satar e Ayob Abdul Satar com o sumiço do dinheiro. Os três estão entre os condenados pelo crime.


Dos Santos escapou da prisão em setembro de 2002, enquanto esperava pelo julgamento, e voou para a África do Sul, onde foi recapturado e enviado de volta para Moçambique em 2003, poucos dias após ser condenado – sem estar presente ao julgamento. Ele escapou da prisão pela segunda vez em maio de 2004, e foi detido por funcionários da imigração do Canadá menos de um mês depois. Informações da Reuters [20/1/06].

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