Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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MONITOR DA IMPRENSA >

Morte de Anna Politkovskaya terá nova investigação

03/09/2009 na edição 553

A Suprema Corte da Rússia aprovou uma moção apresentada pela família da jornalista Anna Politkovskaya, assassinada em outubro de 2006 em Moscou, para que o caso seja investigado novamente. Três anos depois, o crime segue sem solução. Anna, crítica ferrenha ao regime russo e ao então presidente Vladimir Putin, foi executada a tiros no elevador do prédio onde morava. Três homens foram a julgamento por participação no assassinato. Dois irmãos chechenos são acusados de terem levado o assassino, de carro, até o local do crime; e um ex-investigador da polícia russa é acusado de fornecer informações logísticas. Um terceiro irmão checheno é acusado de atirar na jornalista, mas continua foragido.


Nunca se chegou à conclusão, entretanto, da identidade do mandante do assassinato. Os três suspeitos foram inocentados por um júri em fevereiro, mas a decisão foi anulada pela Suprema Corte em junho. A mais recente decisão da Corte significa que o caso contra eles será colocado no mesmo ‘pacote’ da busca pelo assassino e pelo mandante do crime.


Anna havia publicado dezenas de artigos no jornal Novaya Gazeta acusando Putin – hoje primeiro-ministro – de usar o conflito na Chechênia para reprimir a democracia no país. Ela também escreveu um livro sobre o tema, intitulado A Rússia de Putin. Na ocasião da morte da jornalista, o então presidente declarou que se tratava de um ‘crime inaceitável que não pode seguir impune’, mas também ressaltou que a influência de Anna no cenário político russo era ‘insignificante’. Informações da AFP [4/9/09].

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