Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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ENTRE ASPAS >

Mugabe ironiza críticas de países ocidentais

03/03/2009 na edição 527

O presidente Robert Mugabe classificou como ‘absurdas’ e ‘sem sentido’ as demandas de governos ocidentais para que respeite a liberdade de imprensa no Zimbábue, como condição para que as sanções impostas ao país sejam retiradas, informou a agência de notícias Reuters [27/2/09]. Países da União Européia e os EUA têm acordos para proibir a venda de armas para o Zimbábue, além do congelamento de ativos financeiros no exterior e da restrição de viagens internacionais para Mugabe e 13 membros de seu governo.

Em entrevista a um canal de TV, o presidente também negou que sua família tenha comprado uma casa de luxo em Hong Kong, onde mora sua filha, como a imprensa estrangeira especulou. ‘Pagamos aluguel. E o que eu faria com uma casa em Hong Kong?’, zombou. Ele criticou ainda o anúncio do Reino Unido de ajuda a cidadãos britânicos para deixar o Zimbábue. O governo britânico alega que muitas pessoas idosas têm dificuldade para conseguir remédios, comida e tratamento médico. O país tornou-se independente do Reino Unido em 1980.

O partido Zanu-PF, de situação, vem apertando o cerco à mídia nos últimos oito anos, com detenções e deportações de dezenas de jornalistas. Repórteres estrangeiros são proibidos de fincar base no país. Para Mugabe, os oponentes ocidentais devem, incondicionalmente, retirar as sanções, que são, em sua opinião, injustas, ilegais e punições econômicas racistas contra seu partido.

Expectativa

Governos ocidentais tiveram cautela em relação ao compartilhamento de poder de Mugabe com o rival Morgan Tsvangirai, que assumiu o cargo de primeiro-ministro em fevereiro. Eles ainda esperam para ver se, com a mudança política, haverá alguma evolução econômica e social no Zimbábue, que sofre com a hiperinflação e o colapso financeiro.

O presidente, que completou 85 anos na semana passada e está há quase 29 no poder, afirmou que seu governo quer relações amigáveis com todos os países e ainda estava avaliando as novas políticas do presidente americano Barack Obama. ‘Estamos abertos. Queremos discutir. Nunca fechamos nossas portas’, disse.

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