Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MONITOR DA IMPRENSA > REINO UNIDO

Mulheres são minoria nas redações

Por Leticia Nunes (edição) e Larriza Thurler em 08/03/2011 na edição 632

Um estudo divulgado pela organização britânica Mulheres no Jornalismo sentenciou: o setor pertence aos homens. A pesquisa, que analisou as redações de jornais no Reino Unido, descobriu que 74% dos jornalistas de jornais nacionais – que cobrem notícias em geral – são homens. Eles também dominam o jornalismo político e de negócios. Na cobertura esportiva, apenas 3% dos jornalistas são mulheres. Áreas consideradas pelos pesquisadores como temas tradicionalmente dominados por mulheres também – surpresa – têm grande número de homens: eles são 49% dos repórteres de comportamento e 70% de artes.

No total, as mulheres representam apenas 30% dos jornalistas da indústria de jornais no Reino Unido. Nos principais jornais, elas são minoria. O Independent tem a menor proporção de jornalistas mulheres: 25%. O Sun e o Daily Telegraph seguem, com 26%. Os jornais com o maior número de mulheres em sua equipe editorial são o Observer e o Daily Mail, com 36%, seguidos pelo Daily Express, com 35%. Foram analisados 28 títulos nacionais em outubro do ano passado.

Lacuna

‘Com esta lacuna no jornalismo diário, de negócios e política, temos que questionar se a ausência de mulheres está afetando o conteúdo e inclinação de nossas notícias’, afirmou a jornalista Rowenna Davis, que comandou o estudo. Para Sue Matthias, presidente da Mulheres no Jornalismo e editora da revista do Financial Times, ‘os direitos das mulheres no ambiente de trabalho podem ter melhorado, mas esta pesquisa mostra que ainda há um longo caminho a ser percorrido pelos jornais britânicos’.

Roy Greenslade, colunista do Guardian e professor de pós-graduação na City University, em Londres, ressalta que, em seus sete anos na universidade, notou que o número de estudantes de jornalismo mulheres é maior que o de homens. ‘Mas os empregos, aparentemente, ainda vão para os meninos. Por que será?’, questiona. As informações são do blog de Greenslade no Guardian [4/3/11].

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