Sábado, 17 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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MONITOR DA IMPRENSA >

Nicolás Maduro recua após pedir expulsão da CNN

Por lgarcia em 26/02/2014 na edição 787

Apenas um dia depois de receber uma ordem para deixar a Venezuela, por conta de sua cobertura dos protestos contra o governo de Nicolás Maduro, a rede de TV americana CNN informou que poderá permanecer no país. Em declaração na TV estatal venezuelana em 19/2, Maduro afirmou que iria expulsar a CNN caso seus correspondentes não "corrigissem" a cobertura a respeito das manifestações. Segundo ele, a rede estaria tentando mostrar que há uma guerra civil no país.

Posteriormente, os jornalistas da emissora tiveram suas credenciais revogadas. No dia seguinte, no entanto, durante uma entrevista coletiva ao vivo, o presidente recuou e consentiu com a permanência da emissora na Venezuela.

As redes de televisão locais têm fornecido pouquíssima cobertura ao vivo dos protestos contra Maduro iniciados no mês passado; a ampla gama de queixas da população inclui a alta da inflação, o aumento da criminalidade, a corrupção e a carência de produtos básicos como material hospitalar.

Em função disso, muitos têm se voltado para a CNN en Español (disponível para assinantes de TV a cabo) em busca de notícias. Na última semana, o canal era o único a oferecer transmissões ao vivo de coletivas de imprensa realizadas pela oposição.

A CNN não foi a única emissora a sofrer censura por parte do governo venezuelano. O NTN24, canal de notícias da TV a cabo com sede na Colômbia, teve seu sinal interrompido no dia 12/2 após transmitir imagens de um dos protestos. Apesar da censura, o canal resiste e mantém uma conta no Twitter exclusiva para a cobertura da situação na Venezuela.

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