Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > TELETIPO

Nobel iraniana processa EUA

09/11/2004 na edição 302

A vencedora do Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, entrou com processo contra o governo dos EUA porque o embargo contra seu país, o Irã, impede que ela lance seu livro no mercado americano. Em 2002, o Irã foi incluído no ‘Eixo do Mal’ de George W. Bush, junto com a Coréia do Norte e o Iraque, e, por isso, negócios com aquela nação são restritos para os americanos. Shirin está sendo impedida de assinar contrato com uma organização dos EUA que a ajudaria a negociar com editoras locais. ‘A lei parece contrariar os valores que os EUA promovem pelo mundo, que sempre incluem livre expressão e livre intercâmbio de idéias’, reclama a iraniana. Ela é advogada e foi a primeira mulher a ocupar o posto de juíza no Irã. Com a revolução islâmica, perdeu o cargo, mas se manteve na luta pelos direitos de mulheres e crianças. Assumiu casos importantes, como o da morte da fotojornalista canadense-iraniana Zahra Kazemi em 2003. Seu livro, do qual ela tem um rascunho que ainda precisa ser adaptado para o inglês, não será publicado em seu país natal.



Governo chinês fecha cyber cafés

A China fechou 1.600 cyber cafés e multou os donos em um total de 12 milhões de dólares por não serem licenciados, permitirem o acesso de crianças a jogos violentos e páginas de conteúdo adulto, ou cometerem outros tipos de violação. Ao todo, 1,8 milhão de cafés foram inspecionados, segundo informações do Ministério da Cultura chinês. De acordo com a AP [1/11/04], a China tem a segunda maior população do mundo de usuários da internet, depois dos EUA, com 87 milhões de pessoas online. O governo chinês encoraja o uso da Rede apenas para fins educacionais, mas bane o conteúdo de cunho sexual em sítio chineses e tenta bloquear o acesso de sítios estrangeiros considerados pornográficos ou subversivos. O governo informou que 1.125 sítios pornográficos foram fechados desde julho e que 445 pessoas foram presas. Para o Ministério da Cultura, esse tipo de sítio ‘têm afetado desfavoravelmente o desenvolvimento saudável da internet no país’.

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