Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > SEGUNDA-FEIRA, 8/2

Novo ministro da Justiça planeja combater pirataria na TV

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 09/02/2010 na edição 576


Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


 


TELEVISÃO


Andrea Michael


Novo ministro quer plano anti-TV pirata


‘Luiz Paulo Barreto, que assume na próxima quarta-feira como Ministro da Justiça, afirmou que irá convocar representantes das TVs por assinatura a fim de elaborar um plano contra a pirataria de televisão.


Barreto atuava como presidente do Conselho de Combate à Pirataria e secretário-executivo da pasta e foi escolhido por Lula para o lugar de Tarso Genro, que deixará o cargo para se dedicar à campanha ao governo do Rio Grande do Sul.


Em entrevista exclusiva à Folha, Barreto, afirmou ter tomado conhecimento de novas formas de pirataria de TV que abrem canais da Sky e da Net nos televisores de quem não tem assinatura das operadoras.


Para os canais via satélite, de acordo com Barreto, os piratas vendem uma antena semelhante a uma embalagem de pizza. No Paraguai, o aparelho custa em média US$ 100.


Já para abrir de graça canais a cabo estão sendo comercializadas caixas (‘set-top boxes’) até pelo sistema ‘delivery’.


‘É isso mesmo. Pelo que soube, você pode comprar pelo telefone’, disse o novo ministro.


Os aparelhos piratas roubam sinais, inclusive, de canais de ‘pay-per-view’, vendidos pelas operadoras fora dos pacotes, como o do ‘Big Brother Brasil’ 24 horas ao vivo. A pirataria da Sky, segundo apurou Barreto, é falha em dias de chuva.


Os detalhes de como o governo deve agir no contra-ataque à pirataria devem ser definidos na reunião com o mercado de TV paga.


É JUSTO?


Roberto Senise Lisboa, da Promotoria de Justiça do Consumidor de SP, instaurou inquérito contra Roberto Justus, acusando-o de ‘publicidade enganosa’, em razão de ‘O Aprendiz 5 – O Sócio’, que prometia ao vencedor sociedade com o apresentador. A produtora Brainers, aberta pelo ganhador e por Justus, foi ‘extinta’, diz o promotor, o que, ‘em tese frustra expectativa de 43 mil pessoas’ inscritas para o show.


‘NÃO É JUSTO’


A assessoria de Justus diz que ele não foi notificado e que a acusação ‘não tem sentido’. ‘Tudo o que foi prometido por Justus e a Record ao vencedor do ‘Aprendiz 5’ foi cumprido. Clodoaldo Araújo é sócio de Justus numa siderúrgica.’ O ganhador do reality show confirmou à Folha a informação.


NEGÓCIOS À PARTE


Ex-desafetos, André Vaisman, 44, que foi executivo da MTV por seis anos, e Zico Goes, 45, diretor de programação do canal por 16 anos, acabam de se associar. Eles lançam nesta semana, em São Paulo, a filial da Flint, produtora inglesa de conteúdo para TV, celular e internet. Antes, quando o assunto era MTV e TV, os dois se alfinetavam mutuamente em jornais.


ANO DO CHICO


A Globo News prepara reportagens sobre Chico Xavier, que faria 100 anos em abril. A série, a ser exibida a partir 24 de março, terá depoimentos de pessoas que conviveram com o médium e entrevista com Daniel Filho. O diretor lança filme sobre a vida de Xavier em abril.


Laura Mattos e Clarice Cardoso’


 


 


Clarice Cardoso


Série mostra a vida de dona de casa com transtorno de identidade


‘Se é verdade que é preciso assumir diferentes máscaras ao longo da vida, Tara Gregson, personagem de Toni Collette em ‘United States of Tara’, é dessas que levam isso a sério.


Na série que estreia hoje na Fox, ela é uma dona de casa com transtorno dissociativo de identidade e tem ao menos três alter egos que surgem em situações que fogem ao seu controle. Cada um a seu jeito, compõe estereótipos ambulantes que renderam a Collette um Emmy e um Globo de Ouro.


Escrito por Diablo Cody (a ex-stripper que levou o Oscar por ‘Juno’ em 2007) e com produção de Steven Spielberg, ‘United States of Tara’ começa quando Tara resolve parar com os remédios e descobrir o que originou a condição. Eis que surgem as personalidades.


T é o lado adolescente. Tem 16 anos, fuma maconha, masca chiclete e ajuda Tara a falar com a filha e o marido sobre sexo. Já Alice é uma dona de casa tradicional, de comercial de margarina, que toma a frente para manter a família unida.


Tão caricatural quanto as outras, mas mais realista, Buck é um veterano de guerra que não tira o cigarro da boca, ama armas, motos e pornografia e usa o jeito durão para defender Tara e seus entes queridos.


Juntos, sabem de tudo o que acontece com Tara que, quando ‘volta’, não se lembra de nada. Assim, mais do que protegê-la de situações hostis, expressam sentimentos reprimidos e exploram seus limites.


São como uma metáfora para as facetas femininas de Tara, que tenta gerenciar os papeis de mãe, mulher e profissional.


Para além da interpretação de Collette e dos bons diálogos de Cody, o que sobra é o retrato de uma família que vive seus dramas comuns enquanto lida com a condição da matriarca: o marido é sexualmente frustrado, a filha busca afirmação e o filho descobre sua sexualidade.’


 


 


TODA MÍDIA


Nelson de Sá


Crise da dívida lá


‘Na manchete on-line do ‘Wall Street Journal’, a reunião do G7, dos países industrializados, terminou com a promessa de ‘manter o estímulo’ e ‘enfrentar os problemas de dívida pública’. A ‘crise da dívida na Europa’, segundo o jornal e agências como a Reuters, foi o ‘foco das atenções’.


O ministro alemão das finanças garantiu que ‘o euro vai se manter estável’. Outro ministro europeu citou Grécia, Espanha e Portugal e prometeu: ‘Vamos resolver, nós mesmos, sem o socorro do FMI’.


ALEMANHA, ITÁLIA ETC.


O site da ‘Economist’ destaca para a semana, com uma ilustração da Europa em dissolução (acima), que quarta tem manifestação ampla dos servidores públicos gregos contra as ‘medidas de austeridade’ no país. E sexta a Alemanha solta números mostrando o país estagnado no quarto trimestre de 2009. A Itália, também


GRÃ-BRETANHA?


Economista-chefe do FMI até dois anos atrás, o britânico Simon Johnson deu entrevista à BBC, logo após o encerramento do G7, e alertou que a Grã-Bretanha, com ‘orçamento sem controle’, deve ser ‘vista na mesma categoria de países como Grécia e Espanha, que enfrentam severos problemas de dívida’. Na zona do euro, a crise ‘vai incluir a Irlanda -e, creio, a Itália está na linha de tiro’.


EUA, ‘NUNCA’


Da reunião do G7 no Canadá, o secretário do Tesouro dos EUA deu entrevista à rede ABC, destacada nos sites dos jornais americanos sob o enunciado ‘Geithner: a nota dos títulos americanos está protegida’. Na quinta, a agência de classificação Moody’s avisou o país para o risco de queda do ‘rating’ máximo devido ao déficit público. ‘Isso nunca vai acontecer com este país’, diz Geithner.


O CANTO DO CISNE


Nos enunciados do ‘Financial Times’, ‘G7 se encontra em meio a dúvidas sobre sua relevância’ e ‘Encontro pode ser o canto do cisne para o G7’. Segundo o ‘WSJ’, ‘o G7 foi eclipsado pelo G20, que também representa grandes emergentes como China, Índia e Brasil’.


A AP, em balanço da reunião, despachou no título que foi um ‘momento de virada’. E a reunião no Ártico foi ‘cortina de fumaça para o poder evanescente do grupo de países que costumava comandar o mundo’.


EUA VS. BRASIL


Na primeira coletiva como embaixador, o americano Thomas Shannon ameaçou, em destaque por Folha e outros: ‘Retaliação sempre provoca contrarretaliação’. Referia-se à autorização dada pela Organização Mundial do Comércio, para medidas em resposta aos subsídios americanos ao algodão, que afetam Brasil e outros.


Diplomatas brasileiros se disseram ‘perplexos’. E no fim de semana veio a confirmação de que o foco da retaliação já foi para assinatura de Lula, e deve atingir a área de patentes. Mas a negociação prossegue.


EUA OU FRANÇA


Dias antes de enviar o novo embaixador, os EUA anunciaram o orçamento para o Departamento de Estado. Segundo a ‘Foreign Policy’, o Hemisfério Ocidental foi um dos ‘vencedores’, com mais vagas e dinheiro, ‘sobretudo’ para Brasil e Colômbia.


Por outro lado, no mesmo dia, também entregou credenciais o embaixador francês.


DEMONSTRAÇÃO


Ontem no ‘New York Times’, o canadense Michael Ignatieff, líder da oposição, questionou os Jogos de Inverno em seu país:


‘Os Jogos de Pequim revelaram a China como potência global. Os Jogos do Rio em 2016 vão fazer o mesmo pelo Brasil. Agora, se você não está tentando demonstrar poder ou proclamar a sua chegada ao palco global…’


MAIS E MAIS CLASSE C


A ‘Veja’ publicou no sábado que ‘a classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer’, com mais 2,6 milhões entre setembro e dezembro.


E ontem a manchete do jornal ‘O Globo’ ressaltou que a ‘Classe C do Brasil já detém 46% da renda’, segundo a FGV, representando ‘a maior fatia’, passando os 44% das classes A e B. O jornal ouve, de publicitários, que a mudança vem levando o setor a ‘rever conceitos’.


PACIFICADORAS


‘O Dia’ deu na sexta e ecoou no exterior, em sites como Vibe, que Beyoncé e Alicia Keys gravam clipe esta semana no Rio, em cenários como uma favela e uma escola. ‘Sou fã da alegria e do suíngue do Brasil. E é um bom momento de mostrar a nova fase que estão vivendo as comunidades do Rio’, justificou Alicia Keys ao jornal carioca.’


 


 


VENEZUELA


Pela TV, Chávez desapropria prédios históricos em Caracas


‘Numa decisão aparentemente abrupta, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, decidiu ontem expropriar vários edifícios históricos da praça Bolívar, no centro de Caracas, para recuperar seu valor histórico.


A decisão foi anunciada pelo governante durante seu programa dominical de rádio e televisão ‘Alô, Presidente’.


Chávez abriu a transmissão ao vivo diretamente da praça, onde foi recebido por um grupo de simpatizantes conhecidos como ‘custódios do Libertador’ e, enquanto caminhava lentamente com eles, rememorou aspectos da história do local.


Em determinado momento, Chávez comentou que Simón Bolívar (1783-1830), herói da independência latino-americana, havia vivido em uma residência ao redor da praça durante sua juventude, pouco depois de se casar, e questionou qual era o uso atual da casa.


Quando o prefeito de Caracas, Jorge Rodríguez, lhe disse que o prédio estava ocupado por diversos negócios privados, decretou: ‘Que seja expropriado’.


Ao perguntar por outros três edifícios da praça e receber a mesma resposta, Chávez também ordenou que essas propriedades privadas fossem expropriadas.


Segundo o presidente, a praça no centro da capital deve se transformar em área de preservação da memória histórica de Caracas e da Venezuela. ‘Temos que converter isso em um grande centro histórico’, disse ele.


Chávez, cujo governo vem enfrentando protestos devido à crise energética e à suspensão do sinal da RCTV, já nacionalizou diversos setores da economia ao longo de seus 11 anos de governo.’


 


 


INTERNET


Alex Wright, NYT


Internautas ganham papel ativo em museus on-line


‘Nos últimos anos, a ascensão da mídia social vem proporcionando aos internautas meios para exercer um papel mais ativo no direcionamento de coleções de museus.


Em Varsóvia, enquanto equipes mal começaram a erguer o Museu da História dos Judeus Poloneses, que deve abrir em 2012, mais de 800 internautas já se cadastraram no projeto Shtetl (cidade judaica) Virtual para ajudar a montar uma coleção de mais de 30 mil fotos, vídeos e gravações em áudio relativos à vida de populações judias antes e depois da Segunda Guerra.


Certo dia no ano passado, Artur Cyruk estava em um lixão de carros em sua Província natal de Podlasie, Polônia, quando encontrou por acaso a capa de uma Torá do século 19 lindamente preservada. Cyruk levou o objeto para casa, entrou em sua conta no Shtetl Virtual e carregou uma foto. Dias depois, os curadores do museu já tinham entrado em contato com ele para tentar adquirir a capa da Torá para a coleção permanente do museu.


No Museu Smithsonian de Arte Americana, em Washington, está começando um diálogo sobre as mudanças nos papéis dos curadores no mundo da web 2.0. Recentemente, o museu lançou a ambiciosa iniciativa Smithsonian Commons, para desenvolver tecnologias e acordos de licenciamento que permitam a visitantes descarregar, compartilhar e remixar o imenso acervo de bens de domínio público do museu.


Michael Edson, diretor de novas mídias do Smithsonian, descreveu a iniciativa como um passo na missão mais ampla de passar ‘de uma plataforma de difusão centrada na autoridade para outra que reconheça a importância da criação de conhecimento distributivo’.


Existe o risco de serem promovidas informações equivocadas e de a autoridade dos curadores institucionais ser amesquinhada. Nesse sentido, os museus estão diante do mesmo dilema tecnológico enfrentado por outras instituições culturais, como universidades e jornais: como conciliar os princípios institucionais da ordem com os impulsos libertadores da rede?


‘Muitos museus receiam a perda de controle’, explicou Nina Simon, designer que está escrevendo um livro sobre experiências participativas em museus.


Os partidários das novas mídias argumentam que as contribuições via web podem incrementar o valor dos julgamentos dos curadores. ‘Os curadores começam a perceber que podem ser desafiados por uma plateia’, disse Pascale Bastide, parisiense fundadora do Museu da Civilização Afegã, instituição inteiramente baseada na web que deve ser lançada neste ano.


O museu vai começar como uma coleção virtual de imagens obtidas em outros museus, mas, após entrar em funcionamento, disse Bastide, será ampliado para incluir contribuições de usuários. Na esperança de obter imagens originais de cidadãos afegãos, vai aceitar fotos feitas e enviadas por celulares, que são mais comuns que computadores no Afeganistão.


Michael Edson disse que o incentivo à participação não significa que um museu abdica de seu controle de curador. ‘Mas, em nossos tempos, a autoridade e a confiança [do museu] serão concedidas às instituições de forma diferente -por meio da transparência, da velocidade e da orientação ao público.’


Em última análise, a viabilidade das coleções de museus mantidas pela web pode depender da habilidade dos curadores em atrelar as tecnologias da participação, sem comprometer seu julgamento. ‘Os museus sempre terão o conhecimento especializado, mas talvez tenham que se dispor a compartilhar o poder’, disse Nina Simon.’


 


 


TECNOLOGIA


Steve Lohr, NYT


Modo de inovação da Apple valoriza o autor


‘Quanto mais, melhor. Essa é a receita mais usada para se alimentar novas ideias hoje em dia. Ela enfatiza uma espécie de igualitarismo da era da internet que comemora a ‘sabedoria da multidão’ e a ‘inovação aberta’. Junte todas as contribuições que encontrar na caixa de sugestões digital e o resultado será a inteligência coletiva, dizem livros e pesquisas acadêmicas.


Mas a Apple, fábrica de criatividade meticulosamente construída por Steve Jobs desde que ele voltou à empresa, em 1997, sugere outra fórmula de inovação, mais elitista e individual.


Essa abordagem se reflete no último gadget da empresa, com potencial para mudar o jogo, o recém-lançado ‘tablet’ (ou prancheta) iPad. Ele poderá fazer sucesso ou tropeçar, mas claramente contém o gosto e a perspectiva de Jobs e parece marcado pelo antigo lema de marketing da empresa: ‘Pense diferente’.


A Apple representa o ‘modelo de inovação’, observa John Kao, consultor de inovações para corporações e governos. No modelo de autor, ele disse, existe uma forte conexão entre a personalidade do líder do projeto e o que é criado. Filmes de diretores poderosos, ele disse, são claros exemplos disso, de ‘Um Corpo que Cai’, de Alfred Hitchcock, a ‘Avatar’, de James Cameron.


Na Apple há um elo semelhante entre o líder máximo da equipe de design, Jobs, e os produtos. De computadores a ‘smartphones’, os produtos da Apple são conhecidos por serem estilizados, poderosos e agradáveis de usar. São produtos editados que superam a complexidade, ao conscientemente deixar coisas de fora -não colocar todas as funções que passaram pela cabeça do engenheiro, uma mazela conhecida como ‘funcionite’, que sobrecarrega tantos produtos tecnológicos. ‘Uma qualidade definidora da Apple tem sido a contenção do design’, diz o consultor Paul Saffo.


Essa contenção é evidente no gosto pessoal de Jobs. Seu suéter preto de gola rulê, jeans sem cinto e tênis de corrida são um visual-assinatura. Em sua casa em Palo Alto, Califórnia, anos atrás, ele disse que preferia interiores sem muita coisa, livres, e então explicou o elegante artesanato das simples cadeiras de madeira em sua sala, feitas pelo designer de móveis George Nakashima.


Os grandes produtos, segundo Jobs, são vitórias do ‘gosto’. E o gosto, ele explica, é um subproduto do estudo, da observação e de embeber-se da cultura do passado e do presente, de ‘tentar se expor às melhores coisas que os seres humanos fizeram’.


Sua filosofia de design não é dirigida por comitês ou determinada pela pesquisa de mercado. A fórmula Jobs, segundo seus colegas, depende muito de tenacidade, paciência, fé e instinto. Ele se envolve profundamente nas opções de design de hardware e software, que aguardam sua aprovação pessoal. É claro que Jobs é membro de uma grande equipe na Apple, mesmo que seja o líder. De fato, ele muitas vezes descreveu seu papel como um líder de equipe. Ao escolher os membros-chave de sua equipe, ele procura o fator multiplicador da excelência.


Os designers, engenheiros e gerentes que se destacam, ele diz, não são apenas 10%, 20% ou 30% melhores que os apenas bons, mas dez vezes melhores. Suas contribuições, ele acrescenta, são a matéria-prima dos produtos ‘aha’, que fazem os usuários repensar suas ideias sobre, por exemplo, um tocador de música ou um telefone celular.


‘A verdadeira inovação na tecnologia envolve um salto à frente, antecipando necessidades que ninguém sabia que tinha, e então oferecendo capacidades que redefinem as categorias de produtos’, disse David B. Yoffie, professor da Escola de Economia de Harvard. ‘Foi o que Steve Jobs fez.’


O momento certo é essencial para dar esses grandes saltos à frente. Carver Mead, cientista da computação do Instituto de Tecnologia da Califórnia, disse certa vez: ‘Escutem a tecnologia; descubram o que ela está dizendo’.


Jobs é inegavelmente um marqueteiro e um showman talentoso, mas também é um hábil ouvinte da tecnologia.


Ele chama isso de ‘identificar vetores na tecnologia ao longo do tempo’, julgar quando uma inovação intrigante está pronta para o mercado. O progresso técnico, os preços acessíveis e a demanda do consumidor se combinam para produzir um artigo de sucesso.


Na verdade, os designers e engenheiros da Apple vêm trabalhando no iPad há anos, apresentando periodicamente protótipos a Jobs. Nenhum foi aprovado até recentemente.


A aposta no iPad poderá ser uma perda para a Apple. Alguns céticos o veem ocupando um terreno indefinido entre um iPod e um notebook, e também é um brinquedo caro, de US$ 499 a US$ 829. Lembrem-se, porém, de que quando o iPod foi lançado, em 2001, os críticos brincaram que o nome era uma sigla de ‘idiots price our devices’ (algo como ‘idiotas nos vendem equipamentos caros’). E sabemos quem riu por último então.’


 


 


Motoko Rich, NYT


Kindle faz best-sellers sem de fato vendê-los


‘Veja esta charada: Como você faz seu livro ser um campeão de vendas no Kindle? Resposta: Dê exemplares grátis.


É isso mesmo: mais da metade dos e-books best-sellers no Kindle, o leitor de livros eletrônicos da Amazon.com, estão disponíveis gratuitamente.


Embora alguns títulos sejam versões digitais de livros em domínio público -como ‘Orgulho e Preconceito’, de Jane Austen-, muitos são de autores que ainda tentam ganhar a vida com seu trabalho.


Em meados de janeiro, por exemplo, o primeiro e segundo lugares na lista de best-sellers do Kindle eram ocupados por ‘Cape Refuge’ e ‘Southern Storm’, romances de Terri Blackstock, uma autora de livros policiais cristãos. O preço da Kindle: US$ 0. Até o fim de janeiro, a editora de Blackstock, a Zondervan, uma divisão da HarperCollins Publishers, ofereceu aos leitores a oportunidade de baixar os livros de graça para o Kindle ou em aplicativos Kindle para iPhone ou Windows.


Editoras como Harlequin, Random House e Scholastic estão oferecendo versões grátis de livros digitais para Amazon, Barnes & Noble e outras livrarias eletrônicas, assim como em sites de autores, de forma a permitir que os leitores experimentem a obra de escritores desconhecidos.


‘Dar amostras é uma ótima maneira de atrair leitores e encorajá-los a comprar mais’, disse Suzanne Murphy, editora da Scholastic Trade Publishing, que durante três semanas ofereceu downloads grátis de ‘Suite Scarlett’, romance para jovens adultos de Maureen Johnson, na esperança de aumentar o interesse pelo próximo livro da série, ‘Scarlett Fever’, que foi publicado em capa dura no dia 1º.


Os brindes digitais surgem enquanto as editoras entram em pânico sobre a pressão dos preços dos e-books em geral. A Amazon e outras livrarias on-line definiram US$ 9,99 como o preço geral para novos lançamentos e best-sellers de e-books, e as editoras temem que esse preço crie expectativas entre os consumidores de que os livros novos em papel não valem mais, por exemplo, US$ 25 (o preço médio de um lançamento em capa dura), ou mesmo US$ 13 (preço padrão para brochuras).


Algumas editoras tentaram assumir o controle dos preços retardando a publicação de alguns e-books por meses depois do lançamento dos livros em papel.


Executivos do ramo dizem que, diante dessas ações, oferecer conteúdo grátis é uma hipocrisia.


‘Em um momento em que estamos resistindo ao preço de US$ 9,99 dos e-books, é ilógico dar livros de graça’, disse David Young, executivo-chefe da Hachette Book Group, editora de James Patterson e Stephenie Meyer.


Mas algumas editoras veem os livros digitais gratuitos como meramente promocionais, como os exemplares que distribuem para livrarias e resenhistas de forma a chamar atenção a um autor. ‘A maioria das pessoas compra [livros] porque alguém recomendou o título’, disse Steve Sammons, vice-presidente da Zondervan.


Nem a Amazon nem outras livrarias eletrônicas ganham dinheiro com esses brindes. Mas é uma maneira de atrair clientes para seus equipamentos de leitura eletrônica. Os e-books grátis também são uma maneira de distinguir um autor menos conhecido dos campeões de venda. ‘Você precisa mostrar as coisas às pessoas, porque há muita concorrência’, disse Johnson, autora de ‘Suite Scarlett’ e de sete outros livros.


A maioria dos brindes é de títulos mais antigos de um autor, com a ideia de que lê-los trará novos admiradores que passarão a comprar os livros mais recentes.


Como os e-books ainda representam cerca de 5% do mercado total de livros, os dados sobre os efeitos dos brindes digitais ainda são inconclusivos. Brian O’Leary, diretor da Magellan Media Consulting Partners, que assessora as editoras, disse que, enquanto parece que os downloads grátis causam um aumento das vendas de livros reais, há um risco de que a leitura grátis possa eventualmente ‘suplantar a leitura paga’.


De fato, disse Brian Murray, executivo chefe da HarperCollins, ‘grátis não é um modelo empresarial’. Charlie Huston, autor da trilogia de policiais ‘Henry Thompson’ e de uma série de livros sobre Joe Pitt, um detetive vampiro, disse que ‘a parte de mim que cresceu em um ambiente de sindicato’ ainda sente como se estivesse ocasionalmente minando a si próprio ao aprovar os brindes digitais de sua editora, a Random House.


Mas, ele disse, ‘acho que minha atitude neste momento é que eu posso ter medo do futuro ou posso tentar agressivamente abraçá-lo de alguma forma’.


E, em alguns casos, os e-books grátis funcionam. Pamela Deron, 29, assistente administrativa que mora na Flórida, disse que baixou uma edição grátis de ‘Already Dead’, o primeiro da série ‘Joe Pitt’, em seu Kindle no mês passado.


‘Há tantos autores por aí que eles caem na obscuridade’, escreveu Deron em um e-mail. ‘Ninguém os conhece, e alguns leitores hesitam em comprar um autor de quem nunca ouviram falar. Os livros grátis permitem que você experimente o autor como um todo, e não apenas um pedacinho.’


Ela acrescentou: ‘US$ 50 depois, eu tenho a série ‘Joe Pitt’ inteira’.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


 


EQUADOR


Ruth Costas


Correa vive ‘pesadelo chavista’


‘O presidente equatoriano, Rafael Correa, aliou-se ao venezuelano Hugo Chávez nos tempos de bonança petrolífera. Agora, parece acompanhá-lo também nas adversidades. Em 12 meses, a popularidade de Correa caiu quase 30% segundo uma pesquisa do instituto Cedatos publicada na quarta-feira. De 70%, no início de 2009, passou para 41%.


O curioso é que algumas das causas dessa queda coincidem com as que estão levando os venezuelanos às ruas para protestar contra Chávez: ineficiência econômica, embates com a oposição e a imprensa e uma grave crise energética que impõe racionamentos à população.


Entre novembro e janeiro, os equatorianos tiveram dois meses e meio de apagões de até quatro horas diárias. Segundo a Federação de Câmaras de Comércio, as perdas para a economia do país foram de US$ 668 milhões.


Parte do problema está relacionado à maior seca dos últimos 45 anos na região, causada pelo fenômeno climático El Niño. A seca de fato reduziu bastante os níveis da reserva que abastece a hidrelétrica de Paute, responsável por 35% da produção energética equatoriana.


‘Mas também há uma percepção entre a população de que o governo poderia ter feito algo para prevenir a crise’, disse ao Estado o cientista político Benítez Torres Milton, da Universidade Católica do Equador.


Outro problema que vem afetando a popularidade do presidente equatoriano é a disputa com os meios de comunicação. Correa encara a imprensa como ‘sua pior inimiga’ e esta tem respondido como tal.


Em dezembro, a polêmica Lei de Comunicação e Informação (para ‘regular conteúdos’) teve seus trechos mais polêmicos amenizados após intensos protestos contra o governo.


Seis dias depois, porém, a rede de TV Teleamazonas foi tirada do ar por 72 horas como sanção por transmitir ‘informações não confirmadas’.


Na Venezuela, a suspensão das transmissões da emissora a cabo RCTV ocorreria menos de um mês mais tarde.


Também é uma dificuldade comum aos governos dos dois países a queda na produtividade das estatais petrolíferas e na renda do petróleo. No Equador, a produção caiu 4,9% no ano passado, com a redução dos investimentos de empresas estrangeiras.


É claro que o caso equatoriano tem suas especificidades. Lá a inflação e o desemprego não estão fora de controle, como na Venezuela. O primeiro protesto importante enfrentado por Correa, em agosto, foi o de grupos indígenas, fortes no país.


No mês seguinte, foi a vez dos professores tomarem as ruas de Quito para protestar contra uma Lei de Educação. ‘Com seu estilo confrontador, Correa está arranjando inimigos tanto na direita como entre movimentos sindicais, indígenas e estudantis’, diz Alexei Paez, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). ‘O risco é que no médio e longo prazo ambos se unam numa campanha para desestabilizar seu governo.’


LICITAÇÕES


Outro fator que afetou sua popularidade foi o escândalo envolvendo seu irmão, o empresário Fabrício Correa, acusado de tráfico de influência para vencer sete licitações.


O presidente cancelou os negócios e acusou o irmão de ser um ‘mentiroso compulsivo’. Fabrício rebateu dizendo que o presidente sabia de todos os seus negócios e denunciando uma série de casos de corrupção envolvendo ministros e funcionários do governo. (leia entrevista nesta página).


Os prognósticos mais sombrios, porém, ao menos por enquanto não se confirmam nas pesquisas de opinião. Segundo o Cedatos, apesar da queda de popularidade do presidente, só 38% da população apoiaria a revogação do seu mandato.


‘Antes trocávamos de presidente como se troca de marca de detergente’, disse ao jornal Expreso o analista político Andrés Seminário. ‘Agora entendemos que o melhor é mesmo acabar com esse ciclo vicioso e deixar os presidentes cumprirem seus mandatos.’’


 


 


PUBLICIDADE


Marili Ribeiro


O Brasil vai ficar com o troféu?


‘A condição de economia emergente em destaque num cenário pós-crise global pôs o Brasil em evidência não só nos negócios. Depois de um ano de forte retração nas verbas de marketing nos mercados ricos, a 57ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes abre perspectivas para os publicitários dos países emergentes ocuparem espaço.


O recuo das verbas lá fora pode favorecer o Brasil na categoria Titanium & Integrated, hoje a mais prestigiada do festival. O País nunca conseguiu vencer nessa categoria, apesar da boa fama da propaganda nacional. Desde que foi criada, em 2003, a Titanium reúne em seu júri a nata do meio publicitário mundial. Distribui poucos prêmios, e quase todos ficam para os profissionais dos EUA, Inglaterra e Alemanha. O Brasil, que tem cadeira cativa nos outros 10 júris que avaliam o desempenho anual de mais de 20 mil peças publicitárias, reveza a única cadeira destinada aos latino-americanos nessa categoria.


‘O Titanium surgiu quando Cannes assistiu aos filmes da BMW criados para a internet e dirigidos por cineastas renomados. Eles ofereciam bem mais do que uma mensagem publicitária. Eram também conteúdo’, diz Sérgio Valente, presidente da DM9DDB, que em 2008 fez parte do seleto júri.


Neste ano, coube ao carioca radicado em São Paulo Fábio Fernandes, presidente e diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, o lugar. ‘A missão que tenho é de não deixar os trabalhos do meu País serem atacados. Mas o meu dever é defender o melhor resultado, venha ele de onde vier’, diz Fernandes, dono de mais de 40 Leões de Ouro, Prata e Bronze.


No júri da categoria Titanium, o que se leva em consideração é a ideia inovadora, a que desafia padrões. Em 2004, por exemplo, os jurados acharam que nenhum dos trabalhos inscritos merecia ser premiado.


Uma restrição à conquista do prêmio até aqui é o fato de o mercado brasileiro não dispor de verbas de marketing que se arrisquem à experimentação. ‘A campanha vencedora em Titanium é a que faz diferença. Tem abordagem revolucionária e, nesse caso, também está relacionada à disponibilidade financeira a serviço de uma grande ideia’, diz Fernandes. Nos mercados ricos, empresas de consumo de massa, como Unilever e Procter & Gamble ? entre os maiores anunciantes globais ? investem dez vezes mais do que aqui em propaganda.


Com caixa para arriscar, a operadora T-Mobile se dispôs a gastar para chamar a atenção do consumidor. No metrô em Liverpool Street Station, em uma ação proposta pela agência Saatchi & Saatchi de Londres, 350 dançarinos foram espalhados em meio aos usuários. A performance foi filmada e ‘viralizou’ pela internet. O sucesso virou Titanium em Cannes. ‘É um negócio gigante que pode falhar’, explica Fernandes. ‘Aqui a ideia acabaria na pergunta: vai custar quanto?’


Se até em Titanium há esperanças de vitória, nas outras categorias o Brasil deve ter um bom ano. Essa sensação animou até mesmo o alto escalão do meio a participar da maratona de Cannes 2010. Um time como há muito não se via participará das 11 categorias em julgamento no evento.’


 


 


MARKETING


Woods ainda é o mais bem pago, diz ‘Forbes’


‘Prestígio é prestígio. Escândalos de traição e tratamento para se livrar do ‘vício em sexo’ podem ter afastado alguns patrocinadores, mas não foram suficientes para abalar o salário milionário de Tiger Woods. Segundo a lista Fab 40 da revista Forbes, que traz as marcas, esportistas, clubes e eventos esportivos mais valiosos, o golfista voltará a ser o atleta mais bem pago em 2010, permanecendo como ‘marca esportiva’ de mais valor comercial em todo o mundo.


De acordo com a publicação, os US$ 105 milhões recebidos no ano passado, por meio de contratos publicitários, fizeram com que Woods chegasse ao topo da lista. Na reportagem, a revista diz que ‘mesmo que ele não dê sequer uma tacada, seus atuais contratos de patrocínio farão com que continue como o esportista mais bem pago’.


Tiger Woods tem sua imagem avaliada em US$ 82 milhões ? ampla vantagem em relação ao segundo colocado, o inglês David Beckham, com ‘apenas’ US$ 20 milhões. Em seguida, aparece o tenista Roger Federer (US$ 16 milhões).


Ontem, depois de seis semanas de internação, Woods deixou a clínica onde estava para se recuperar de seu ‘vício em sexo’. Seguindo o tabloide inglês The Sun, foi sua mulher, Elin, quem foi buscá-lo, junto com os dois filhos, de 1 e 2 anos. A previsão era de que o golfista passasse o fim de semana com a família e depois seguisse com Elin para uma segunda lua-de- mel, a bordo de seu iate.


CLUBES


Entre os clubes, o Manchester United liderou a lista da Forbes como equipe mais valiosa. O time de beisebol New York Yankees ficou em segundo lugar, seguido pelo Real Madri, Dallas Cowboys (futebol americano), Bayern de Munique, Arsenal, Milan, Barcelona, New York Mets (beisebol) e Boston Red Sox (também beisebol).


Com arrecadação de US$ 420 milhões, a final da liga de futebol americano, o Super Bowl, foi listado como o evento esportivo que mais dinheiro movimenta no dia da realização. Durante dois anos consecutivos, a decisão foi a transmissão esportiva de maior audiência da história da televisão americana.


A lista continua com Olimpíada, Copa do Mundo, Eurocopa, finais da liga americana de beisebol, a corrida automobilística Daytona 500, Jogos Olímpicos de Inverno e o quadrangular final do basquete universitário dos Estados Unidos.’


 


 


TELEVISÃO


Keila Jimenez


Fé move faixa nobre


‘Fé não falta, mas a promessa antiga da Band de tirar o evangélico RR Soares do horário nobre parece mesmo um milagre; difícil acontecer. Com o contrato vencido na emissora desde dezembro, o Show da Fé, que a Band prometeu tirar do ar em janeiro, permanece na programação, e tem grandes chances de ficar de vez. Isso porque RR Soares teria feito nova proposta à emissora, oferecendo cifras milionárias pelo horário.


Fontes do mercado garantem que RR chegou a falar em R$ 7 milhões mensais para se manter na faixa das 21 horas, a que ocupa atualmente. No contrato atual, o Show da Fé paga à Band cerca de R$ 4 milhões pelo horário.


É fato que a emissora pensava realmente em ocupar o horário com um pacotão de séries que comprou da Fox e da HBO, e, quem sabe, transferir o Show da Fé para suas madrugadas. Para tanto, a rede teria estendido o contrato de RR até maio, quando pretendia estrear o tal pacotão. Acontece que, de olho nesse horário nobre da Band também está Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.


Procurada, a Band não quis se manifestar sobre o assunto.


Papai de primeira viagem


Com direito a temperatura do estúdio especialmente adaptada para eles, os filhotes da cadelinha Cotoca, que nasceram no início do mês, gravaram Cama de Gato, na semana passada, pela primeira vez. Bené (Marcelo Novaes) é que vai bancar o papai dos bichinhos na trama das 6 da Globo.’


 


 


Entrelinhas


‘O pacote Glória Perez da Globo na Natpe, feira internacional de TV, foi um sucesso de vendas. Caminho das Índias foi comercializada para 90% dos países da América do Norte, Central e Sul. Faltam Colômbia, México e Venezuela, que estão em negociação com a emissora.


Já El Clon, versão de O Clone, parceria da Globo com a Telemundo, já foi vendida para 100% do continente americano.


Não é o SBT, e sim a RedeTV! a ‘TV mais feliz do Brasil’. Bom, pelo menos eles têm humor. As repórteres especiais do canal na cobertura do carnaval deste ano são Viviane Araújo (São Paulo e Rio) e Carla Perez (Salvador).


nNa terça-feira de carnaval, o carro-chefe da cobertura da RedeTV!, o Baile Gay no Rio, terá Monique Evans, Léo Áquilla e Christian Pior, do Pânico, em seu tapete vermelho.


Estão marcadas para junho as primeiras gravações de O Grande Desafio, novo programa de Roberto Justus no SBT. A estreia está prevista para julho, quando deve estrear um pacote de novidades na emissora.


O José Mayer de Poder Paralelo, Tony (Gabriel Braga Nunes), encerrará sua passagem pela trama com pelos menos cinco mulheres diferentes, e mais 70% dos personagens femininos apaixonados por ele. Bom, também será quase um ano no ar. A trama estreou na Record em abril de 2009.’


 


 


 


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