Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MONITOR DA IMPRENSA > TV À MANIVELA

O a, e, i, o, u (re)programável

Por Celso Fernandes em 02/02/2010 na edição 575

Dizer mais o quê? Luz, câmera, ação… dentro desse rol televisivo de reprises a surpresa tem sido uma só. Nada de muito novo se cria, nem se transforma. E onde, numa melhor de três, de verdade mesmo, quem pode ser eliminado em frente à telinha pode ser você. Na hora dos ‘Big Mania’, só não atenda o telefone!

Tanto é que não é preciso sair correndo muito ou disparar no controle remoto. Basta um clique mágico que Viver a Vida em pé de guerra daquele jeito, bom, o fala que eu te escuto, tem sido um só. Há quem diga de uma pseudo-sinopse da arquivada Páginas da Vida, levando-se em conta os bebês da finada Nanda, agora Nelinha (Fernanda Vasconcellos) – com seu espírito sempre presente no meio de nós. Digo, deles. Aliás, por falta de fuso horário, contamos com uma série de novelas que nunca começam no ponteiro certo, certo? Crimes, suicídios, abortos, traições – em série, diga-se lá, nos dois sentidos –, além da clonagem, formam sempre o embrião da coisa. Claro, sem deixar de lado a mesa sempre posta – nada de bafômetro – a cada claquete diário. Fome zero é pouco. E se vale a pena ficar vendo de novo é aquela estória. Como gostam de apostar no que deu OK na primeira vez e querem tudo de novo por mais dez anos à frente. Se não observaram, prazo de validade não fica só por conta do que está embalado nas gôndolas de supermercado, não! Ou que viver sempre na sombra da cópia do poema grego de Homero (na Grécia antiga, óbvio) entre as emissoras, é bom saber que a salada russa pede maionese, e que a buchada de bode pode ser servida antes, durante e depois de cada capítulo. Quando é inédito vai o direito a uma ‘branquinha’, que é pra não descer muito atravessado, dependendo do bel-prazer do telespectador.

Vamos (re)programar

Como? Se a carne é fraca, lembremos que existe algo de muito maligno que sucede a cada um de nós. Isso é fato e de direito. Não há como escapar, pois, envergonhada mesmo ficava era a sua avó e que do primeiro mico a gente nunca esquece. Tal o rapaz que pagou o seu, ao conversar com a sogra, ao telefone, pensando que era a namorada…

A propósito de Tempos Modernos (50% off – como grafam por aí, na liquidação), também numa cópia do título original do filme de Charles Chaplin, de cara mostra é que o Leal (Antonio Fagundes) não está sendo nada leal assim. A perna curta? Quem tem mesmo? Só não vamos duvidar de quem vai herdar mais um reino globomaníaco, ops. E já que foi dada a largada na pole position dentre as belas no então enredo das sete (e pouco – olha o fuso horário!), que amava a Nelinha, que amava a Nara (Priscila Fantin), que amava a bela Deodora (Grazi Massafera), e que por vias das dúvidas também amava a bem casada Goretti (Regiane Alvez) – e as quatro filhas demoníacas da mesma Goretti, claríssimo –, como não sou muito lá fã do Zeca (não confundir com o Juca Tatu), mas que adoro um pagodinho, com ou sem o ‘bafo’, dessa modernidade toda, já instalei foi uma web cam tamanho família no meu micro. Pra ver se pesco alguma dessas divas aí do pedaço e que, ao que consta, o Projac do Rio baixou foi de mala e cuia por São Paulo City. Porém, com aquele doutor Bodanski (Otávio Müller) linguarudo, soltando das suas por tão disputado berço paulistano, ora direi: Bodanski, ou não Bodanski?

Ojos claros, sim, senhor! Y si Adelita se fuera com otro… Vamos (re)programar, vamos (re)programar!

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Jornalista e escritor

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