Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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MONITOR DA IMPRENSA >

O fenômeno Netflix e o futuro da TV

Por Leticia Nunes em 21/04/2015 na edição 847

House of Cards: investimento em conteúdo original

Após apresentar bons resultados no primeiro trimestre de 2015 e conquistar a marca de 62 milhões de assinantes ao redor do mundo, o serviço de streaming Netflix atingiu um valor de mercado maior do que a tradicional rede de TV americana CBS. De acordo com especialistas do mercado financeiro, caso continue a crescer no ritmo atual, o Netflix pode chegar a 180 milhões de assinantes em todo o mundo em 2020.

A companhia de vídeo por streaming adicionou cerca de quatro milhões de novos assinantes no primeiro trimestre do ano, o que fez com que o preço das ações atingisse 562,05 dólares, o valor mais alto da história da empresa, e o seu valor de mercado chegasse a 34 bilhões de dólares, maior do que o valor atual da rede de TV CBS.

Nos últimos anos, desde que começou a investir em conteúdo original, o Netflix tem crescido num ritmo extraordinário. O serviço já está presente em cerca de 40% dos lares americanos e, de acordo com uma pesquisa realizada no início de abril pelo Clear Voice Research, os americanos gostam mais do Netflix do que da TV tradicional. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados disseram que gastam mais tempo assistindo a conteúdo no Netflix do que nos canais de TV tradicionais.

Novo mercado, novas disputas

A mudança no comportamento do público está levando as redes de TV tradicionais a criarem os seus próprios serviços de streaming para disputar esse novo mercado. A HBO, um dos maiores canais de TV a cabo dos EUA, criou recentemente um serviço de streaming pago do seu conteúdo para aparelhos móveis; a CBS também oferece um serviço, o CBS All Access.

Segundo especialistas, o Netflix pode crescer ainda mais nos próximos anos. A empresa, que passou a operar na Austrália e Nova Zelândia em março, pretende iniciar operações no Japão até o final do ano, dando continuidade aos planos de expansão global. Caso continue a crescer nesse ritmo, especialistas do mercado já projetam que ela alcance 180 milhões de assinantes em 2020, especialmente se conseguir entrar no desejado mercado chinês. “Na China, nós ainda estamos aprendendo qual é a melhor maneira para entrar no mercado, ainda não estamos certos”, declarou recentemente o cofundador e executivo-chefe, Reed Hastings.

Porém, com o surgimento de novos serviços de streaming que se juntam aos já existentes Hulu e Amazon Prime, o Netflix deve encontrar o caminho menos livre para aumentar sua base de usuários. Para continuar seus planos de expansão, a empresa anunciou que pretende exibir 320 horas de conteúdo original em 2015 – produções originais como House of Cards e Orange is the New Black já são sucesso de crítica e público.

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