Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > MÉXICO

Onda de sequestros assusta imprensa

12/03/2010 na edição 580

Oito jornalistas foram sequestrados em Reynosa, no México, na fronteira com o estado americano do Texas, no período de duas semanas, em uma onda de raptos sem precedentes no país, noticia Mark Stevenson [Associated Press, 11/3/10].


Segundo a Associação Interamericana de Imprensa (IAPA), apenas três dos jornalistas sequestrados entre os dias 18/2 e 3/3 reapareceram: dois foram libertados e um foi encontrado morto, com sinais de tortura. Ainda não se conhece o paradeiro dos outros cinco. ‘O governo mexicano precisa agir com urgência para resgatar estes jornalistas vivos’, declarou o presidente da IAPA, Alejandro Aguirre.


Acredita-se que os sequestros sejam obra de traficantes do estado de Tamaulipas, onde fica Reynosa. O local tem sido palco da violenta rivalidade entre o poderoso cartel de drogas do Golfo e a gangue de traficantes conhecida como Zetas, ex-aliada do cartel. O nível de intimidação é tanto que a maior parte dos veículos de comunicação do país sequer divulgou os sequestros. O jornal Milenio, da Cidade do México, mencionou apenas um deles em uma coluna, assinada por Ciro Gomez Leyva. ‘O jornalismo está morto em Reynosa’, escreveu.


Diversas organizações já classificaram o México como o país mais perigoso no continente americano para o trabalho jornalístico. Autoridades confirmaram o assassinato de pelo menos três repórteres este ano. Em 2009, 12 foram mortos. Desde 2000, este número chegou a 60.

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