Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CADERNO DO LEITOR > PAQUISTÃO

Onda de violência assusta jornalistas

29/01/2009 na edição 522

Uma recente onda de violência contra jornalistas no Paquistão levou a organização Repórteres Sem Fronteiras [26/1/09] a pedir às autoridades locais que adotem medidas enérgicas para impedir que os criminosos saiam impunes dos ataques. Em 24/1, o jornalista Aamir Wakil, de 40 anos, foi assassinado perto de sua casa na cidade de Rawalpindi, próximo a Islamabad. No início desta semana, uma multidão atacou os estúdios da emissora Samaa TV na cidade de Quetta.


Ainda não há provas concretas de que a morte de Wakil tenha relação com seu trabalho. Ele trabalhava para o jornal diário Awami Inqilab (Revolução do Povo) e foi atingido pelas costas, perto do pescoço. Segundo seu irmão, que também é jornalista, Wakil estava a apenas alguns metros de casa quando foi atacado. ‘Duas horas antes de ser assassinado, ele me contou que havia recebido ameaças de pessoas não identificadas’, afirmou o irmão, Kamal Asfar. O Sindicato dos Jornalistas do Paquistão deu início a uma investigação própria para tentar identificar os motivos do crime.


Já o grupo que atacou os estúdios da Samaa estava revoltado com o assassinato de um político local. Um representante da emissora afirmou que os manifestantes atiraram e jogaram pedras no prédio, danificando um veículo e equipamentos.


‘Se o clima de violência não for posto sob controle rapidamente, o governo não vai poder dizer que está fazendo todo o possível para garantir que os jornalistas paquistaneses possam trabalhar em um ambiente livre e seguro’, declarou a RSF, com sede em Paris. Três jornalistas foram mortos no Paquistão desde o início deste ano; sete foram mortos em 2008.

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