Sábado, 20 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Organização quer mais negros na televisão

23/12/2008 na edição 517

Uma década após criticar o ‘embranquecimento’ da TV nos EUA, a organização NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) alerta que as grandes emissoras do país ainda são lentas em seus esforços para ampliar a diversidade étnica na telinha. ‘Somos os EUA: como acontece na TV, acontece na realidade’, resume Benjamin Todd Jealous, presidente da organização. ‘Não achamos que seja um acidente que, antes de termos um presidente negro na vida real, tenhamos tido um presidente negro na televisão’, diz, referindo-se a um personagem da série 24 Horas.

Para a NAACP, a situação é preocupante porque a TV falha ao não cultivar jovens estrelas de outras etnias e ao não incluir representantes de minorias na tomada de decisões. Segundo Vicangelo Bulluck, diretor-executivo do grupo em Hollywood, a falta de programação para / feita por / sobre pessoas de cor ocorre, em parte, porque as minorias não têm o poder para aprovar novos programas ou participar de decisões criativas.

Ações

Em um relatório divulgado na semana passada, a NAACP pede que as emissoras revisem um acordo de 2000 sobre diversidade entre atores, roteiristas, diretores e executivos. Segundo o documento, o número de atores pertencentes a minorias em programas do horário nobre diminuiu nos últimos anos – de 333 na temporada de 2002-03 a 307 entre 2006-07. O número de roteiristas caiu de 206 para 173.

A organização sugere a criação de uma força tarefa para cuidar da questão em parceria com os executivos das redes e com outros grupos em defesa dos direitos civis. O relatório levanta também a possibilidade de ação política caso não haja progresso na programação, com boicote a emissoras e anunciantes e ações legais contra as redes e as companhias que as administram.

Para Jealous, a emissora CW é um bom exemplo da diminuição da diversidade na TV. Nascido da parceria entre a extinta UPN e a WB, que exibiam diversos seriados protagonizados por negros, o canal tem brancos como personagens principais de grande parte de seus programas. ‘Estas duas emissoras deram oportunidade a jovens talentos negros, mas se juntaram em um canal que parece cortar sistematicamente a programação voltada a pessoas de cor’, diz ele, citando o ator Will Smith como exemplo de artista que alcançou o sucesso em Hollywood depois de ter iniciado a carreira na comédia de TV The Fresh Prince of Bel-Air. Informações de Lynn Elber [AP, 18/12/08].

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