Domingo, 19 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > ISLÂNDIA

País quer se tornar modelo de proteção a jornalistas

23/02/2010 na edição 578

A Islândia foi destaque nos jornais em todo o mundo, pouco mais de um ano atrás, por enfrentar um grave colapso econômico. Agora, a pequena ilha, com população de apenas 300 mil pessoas, quer ser vista por outro ângulo: um refúgio para jornalistas e editoras com um dos maiores esquemas de proteção à liberdade de expressão e ao jornalismo investigativo do mundo.

O projeto de lei batizado de IMMI (Icelandic Modern Media Initiative) combina trechos de legislações de mídia de diversos países, como regras sobre internet dos EUA, proteção de fontes da Bélgica e liberdade de informação da Estônia e Escócia, entre outras. Também está incluída a lei de Nova York contra o ‘turismo de difamação’, em que se abre processos em tribunais, como os do Reino Unido, com maior chance de perda para os jornalistas.

Analistas de mídia afirmam que a legislação representa uma tentativa de mudança radical da recente história islandesa, em que negócios sigilosos de alguns bancos combinados com a falta de regulação e fiscalização levaram a uma absurda dívida nove vezes maior que o PIB do país. Agora, a Islândia quer adotar a maior transparência possível em todos os setores.

A iniciativa de mídia é apoiada por 19 membros, ou um terço, do Parlamento. O plano para tornar a Islândia um líder mundial em proteção ao jornalismo, que deve ser debatido ainda esta semana, tomou forma em dezembro com ajuda dos coordenadores do site Wikileaks.org, Julian Assange e Daniel Schmitt. O Wikileaks divulga anonimamente documentos sigilosos com o objetivo de desencorajar comportamentos antiéticos de governos e empresas privadas. Assange e Schmitt sugeriram a ideia no encontro anual da Sociedade de Liberdades Digitais islandesa.

A premissa é prática: assim como muitas empresas se deslocam para países como a Suíça ou as Ilhas Cayman em busca das proteções legais e para contas bancárias, publicações – ou pelo menos os servidores que publicam seus sites – poderiam se deslocar para a Islândia para aproveitar os benefícios oferecidos pelo país. A Islândia se tornaria o ambiente ideal para organizações de mídia e organizações de direitos humanos, diz o site que explica o projeto, ressaltando a possibilidade de criação de empregos e a oportunidade de melhora da economia local. Informações de Noam Cohen [The New York Times, 22/2/10].

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