Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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MONITOR DA IMPRENSA >

Para CEO do Google, YouTube ajudou a burlar censura

30/06/2009 na edição 544

Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, afirmou durante o Festival Internacional de Publicidade Cannes Lions, na França, que espera que os vídeos dos protestos à eleição presidencial iraniana exibidos no YouTube tenham ajudado a combater a represália estabelecida pelas autoridades do país. As imagens permitiram que outros países tivessem acesso a informações, mesmo com a censura à mídia no Irã.

Schmidt disse ainda que o Google, que é proprietário do YouTube, explica a regimes que censuram a mídia que, no fim das contas, tentativas de isolar a população sempre fracassam. ‘Temos muitos advogados em cada um destes países’, ressaltou. ‘Explicamos o que acontecerá caso [os governos] bloqueiem a liberdade de expressão e comunicação. Algumas vezes, eles moderam seu comportamento, outras não. Se eles não nos escutam, ficam a próprio risco.’

Símbolo

Cerca de 20 iranianos foram mortos nos protestos e há relatos de centenas de pessoas presas e agredidas desde a eleição do dia 12/6, que reelegeu o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad. Partidários de seu principal rival, Mir Hossein Mousavi, alegam que ele teria sido o vencedor. O regime iraniano tentou estabelecer um grande bloqueio aos veículos de comunicação, incluindo a internet, a fim de limitar a disseminação de informações. Entretanto, o público usou sítios como Twitter e YouTube para continuar a fornecer ao mundo o cenário da atual situação no Irã.

As cenas – feitas por um telefone celular – que mostram o momento da morte da iraniana Neda Soltani durante um protesto foram postadas no YouTube e se espalharam por outros sítios dentro de minutos, transformando a jovem atingida por um tiro na cabeça em ícone da situação pós-eleições no Irã. ‘A internet é a força mais forte já inventada para a expressão individual’, defende Schmidt. ‘Governos em todo o mundo, até os eleitos democraticamente, têm dificuldades de seguir o fluxo de informação online. Ditaduras e comunidades fechadas irão tentar impedir a comunicação e não terão sucesso’, especula. Há duas semanas, o Google e o Facebook desenvolveram ferramentas em farsi para que falantes de persa pudessem ‘se comunicar diretamente com o mundo e vice-versa, aumentando o acesso de todos à informação’. Informações de Mark Sweney [The Guardian, 26/6/09].

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