Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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MONITOR DA IMPRENSA > THE WASHINGTON POST

Para reverter os números de domingo

03/08/2010 na edição 601

A queda na circulação da edição dominical do Washington Post foi significativa nos últimos anos, concluiu um relatório interno do jornal no início de 2009. O estudo mostrava como as vendas caíam mais aos domingos do que no resto da semana e identificou uma queda ‘alarmante’ entre uma parcela importante dos leitores: aqueles que confiam na mídia, mas cada vez mais buscam suas notícias na internet.

A circulação dominical é tema de grande preocupação dentro de um jornal, já que pode representar até metade da receita total da semana. O Post já atingiu a marca de 1,1 milhão de exemplares vendidos aos domingos, mas este número foi caindo nas últimas duas décadas e hoje fica em cerca de 795 mil.

Esta queda não era tão preocupante quando o diário apresentava lucro. Com a recessão econômica, caiu também a receita, e o problema ganhou tamanho e força. Para cortar custos, algumas seções dominicais foram extintas. O caderno com a programação de TV da semana foi limitado a assinantes que pediam por ele; posteriormente, passou a ser cobrado. Resultados de jogos realizados à noite sumiram de algumas edições de domingo. Como o Post passou a ser impresso em uma planta de impressão – em vez de duas – para economizar dinheiro, os deadlines ficaram mais apertados. Também houve aumento no preço do jornal, de US$ 1,50 para US$ 2 em banca, e de US$ 1,50 para US$ 1,85 para assinantes. Alguns leitores fieis notaram que o preço do Post não subia desde o início dos anos 1990, mas a grande maioria, é claro, reclamou.

Mudanças

Agora, como acontece de tempos em tempos, a equipe do jornal tenta buscar soluções para reverter a queda da circulação de domingo. Um comitê foi montado para o projeto, e esta semana um veterano do Post, Kevin Sullivan, assume o cargo de ‘editor de domingo’. Sullivan promete ‘mudanças para o jornal’ em breve.

O ombudsman do Post, Andrew Alexander, dá alguns palpites em sua coluna desta semana. Para ele, a edição dominical terá mais artigos longos do que notícias quentes. Este tipo de matéria costumava ser típica dos domingos, mas com o tempo passou a ser publicada nos dias de semana, quando mais leitores entram no site do diário, e isso teria deixado muitos dos leitores que compram o jornal apenas aos domingos sentindo-se enganados. Sullivan dá algumas pistas das mudanças: a edição dominical, segundo ele, focará bastante na cobertura local, e a seção de artes e estilo deve ganhar atenção especial. A nova chefia considera ainda um novo suplemento infantil. ‘Se fizermos bem o nosso trabalho’, defende o editor, ‘as pessoas virão a nós’. ‘As pessoas realmente respondem ao bom jornalismo’, conclui.

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