Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > PROFISSÃO PERIGO

Pelo menos 70 jornalistas mortos em 2012

Por lgarcia em 10/08/2012 na edição 706

 

Tradução e edição: Leticia Nunes

 

Pelo menos 70 profissionais de imprensa morreram enquanto trabalhavam na primeira metade de 2012. O número é da pesquisa semestral “Matando o Mensageiro”, produzida pela Escola de Jornalismo de Cardiff para o Instituto Internacional de Segurança da Imprensa (INSI). A conclusão é de que este é um dos períodos mais sangrentos dos últimos tempos. Segundo Rodney Pinder, diretor do INSI, os jornalistas são, cada vez mais, alvos dos “inimigos da liberdade”.

Em 2011, foram 56 profissionais mortos no primeiro semestre e 124 no ano inteiro. O resultado do primeiro semestre de 2012 pode ser ainda maior, já que a organização registrou mais 30 mortes, mas não conseguiu confirmar se tiveram ligação com o trabalho das vítimas.

“Apesar de algum movimento político internacional para parar os assassinatos, a arma e a bomba continuam sendo o método favorito de censura em muitos países”, disse Pinder. Entre os piores países estão Nigéria, Somália, Indonésia e México. O Brasil também está na lista. Na Síria, foram confirmadas 15 mortes de janeiro a junho.

Impunidade

A pesquisa também mostrou que a grande maioria das mortes de profissionais de mídia ocorreu em países sem conflito: 43 jornalistas morreram em países oficialmente em situação de paz, vítimas de crimes ligados a corrupção e interesses políticos e empresariais. Muitos jornalistas foram mortos a tiros ou ataques a bomba, mas houve ainda casos de espancamento e tortura. Os acidentes rodoviários foram a terceira maior causa de morte. O INSI registra não apenas mortes deliberadas, mas também as acidentais.

Como já não é mais novidade neste tipo de pesquisa, a impunidade continua a ser um grande problema. Nos últimos 10 anos, o índice de impunidade ficou estável em 90%. A maior parte dos assassinos de jornalistas continua livre. Neste início de ano, de um total de 47 assassinatos, apenas um criminoso foi identificado. Com informações de Roy Greenslade [Guardian, 8/8/12].

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