Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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Pequim impõe programa de censura em computadores

23/06/2009 na edição 543

Segundo fabricantes americanos de computadores, o governo chinês não recuou na imposição de que softwares de censura da internet sejam pré-instalados em todos os computadores vendidos na China a partir de julho. Na semana passada, houve rumores de que Pequim havia desistido de impor tal condição, após o jornal China Daily citar um funcionário – não identificado – do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação afirmando que o software viria em um CD para ser instalado nas novas máquinas. No entanto, nenhuma nova declaração oficial foi dada após a ordem do Ministério no dia 19/5, determinando a instalação do software.

A cidade de Pequim quer recrutar 10 mil voluntários para monitorar conteúdo online, em um plano apresentado em um documento submetido ao Escritório da Administração de Internet de Pequim, durante um encontro em que autoridades debateram como ‘purificar a civilização social’. Um outro modo de controlar o conteúdo online seria alertando sobre alguns serviços na internet. Na semana passada, por exemplo, um grupo que monitora a rede – apoiado pelo governo – criticou o sítio em chinês do Google por fornecer resultados de buscas com ‘conteúdo vulgar e pornográfico’.

Já existe uma grande rede de programas e de indivíduos para controlar e bloquear determinados temas na internet, considerados pornográficos ou prejudiciais ao Partido Comunista, como sítios que discutem a situação do Tibete ou o movimento espiritual Falun Gong.

Mais censura

Muitos críticos alegam que o software de censura, chamado de Green Dam-Youth Escort, será usado para bloquear sítios com conteúdo considerado politicamente inaceitável, mesmo com o governo insistindo que o programa será usado para censurar apenas pornografia. Especialistas de computação, no entanto, já descobriram fragilidades no software que permitem que hackers furem a barreira.

Grupos que representam fabricantes de computadores americanos, como HP e Dell, que têm espaço significativo no mercado chinês, já pediram a Pequim para voltar atrás na imposição, deixando que a instalação do Green Dam seja opcional. Informações de Edward Wong e Ashlee Vance [New York Times, 19/6/09].

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