Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > MÍDIA NOS EUA

Pesquisa avalia estado do jornalismo em 2009

16/03/2010 na edição 581

Foi divulgado no domingo (14/3) o State of the News Media, estudo anual realizado pelo Projeto para Excelência no Jornalismo sobre a saúde da mídia americana. Os resultados da pesquisa revelam que os jornais – incluíndo suas versões online – tiveram queda de 26% na receita publicitária em 2009. Contando os últimos três anos, esta perda chega a 43%. A receita publicitária em canais de TV locais caiu 22% – o triplo da queda de 2008. O rádio teve declínio similar. Revistas tiveram queda de 17%; redes de TV, de 8%; e a receita com publicidade online caiu cerca de 5%. O único setor a não sofrer declínio publicitário em 2009, segundo a pesquisa, foi o de canais de notícias a cabo.

O estudo também cita as duras perdas na qualidade do conteúdo jornalístico com as demissões nas organizações de notícias, e lembra que os jornais precisam encontrar um novo modelo de negócios antes que o dinheiro se esgote.

Interatividade

De positivo, o State of the News Media cita ‘excitantes’ experimentos de mídia ocorrendo em todo o país com a criação de sites comunitários, além do jornalismo-cidadão, do aumento da cobertura em blogs locais e da atuação do jornalismo nas chamadas mídias sociais. Cerca de 60% dos internautas nos EUA fazem uso de alguma rede social, como o Twitter ou o Facebook, e isso aumentou de forma considerável a disseminação de informações e a mobilização das pessoas diante das notícias. O serviço de microblogging ajudou internautas a quebrar a censura imposta pelo governo do Irã à imprensa tradicional diante dos violentos protestos ocorridos depois das eleições presidenciais, em junho; e facilitou também a comunicação após o terremoto que devastou o Haiti em janeiro passado.

Internet paga

Quando o assunto é a cobrança pelo acesso a notícias na internet, a pesquisa sugere que as empresas jornalísticas devem ter dificuldades pela frente. Cerca de 35% dos entrevistados que consomem notícias online dizem ter um site favorito que visitam todos os dias. Entre estas pessoas, 19% dizem que pagariam por notícias na rede. E 82% afirmaram que, se seus sites preferidos começassem a cobrar pelo acesso, elas passariam a procurar outros sites. Com informações de David Bauder [AP, 14/3/10].

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