Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MEMóRIA > THOMAZ FARKAS (1924-2011)

Pioneiro do olhar modernista na produção de imagens

Por Silas Martí e Guilherme Brendler em 29/03/2011 na edição 635

Morreu ontem, em São Paulo, o fotógrafo Thomaz Farkas, aos 86 anos. Ele teve falência múltipla dos órgãos, depois de ficar 21 dias internado com uma pneumonia no hospital Sírio Libanês. Farkas havia recebido alta e voltado para casa ontem pela manhã. Seu corpo será velado em casa pela família e depois cremado numa cerimônia marcada para amanhã.

O artista foi um dos pioneiros da fotografia moderna no Brasil. Nascido em Budapeste, em 1924, veio com a família para São Paulo quando tinha seis anos. Seu pai foi um dos fundadores da Fotoptica. Ao lado de Geraldo de Barros, foi uma das figuras centrais na experimentação com suporte no célebre Foto Cine Clube Bandeirantes, fundado em 1939. Farkas se associou ao Foto Clube três anos depois de sua criação. Fez sua primeira individual, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1949. Sete de suas fotografias passaram então a fazer parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York. Na década seguinte, passou a atuar como professor de fotografia no Museu de Arte de São Paulo.

Olhar geométrico

Depois de começar fazendo autorretratos e experimentos de luz e sombra, Farkas voltou seu olhar para a arquitetura modernista, influenciado por fotógrafos como os americanos Edward Weston e Anselm Adams. Fotografou o Ministério de Educação e Saúde, projeto de Le Corbusier e Oscar Niemeyer, no Rio, e documentou o surgimento desse estilo arquitetônico por todo o país. Também retratou os primórdios de Brasília, estendendo seu olhar para os tipos humanos, de Juscelino Kubitschek – no dia da inauguração – ao povo na rua.

Suas imagens priorizavam um olhar geometrizante sobre a paisagem da metrópole. Em São Paulo, fez imagens do viaduto do Chá, do parque Trianon e de aviões no aeroporto de Congonhas.

Nos anos 60, Farkas inicia uma série de viagens pelo Brasil, em que retrata anônimos no projeto cinematográfico Caravana Farkas. No final da carreira, realizou experimentos em cor e privilegiou o retrato, gênero pouco explorado por ele.

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Jornalistas

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