Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

CADERNO DO LEITOR > MAUS PATRÕES

Por procurar o sindicato, jornalista é demitida

17/02/2004 na edição 264

A jornalista Norma Sueli Correa de Paula, que trabalhava na Comunicação Social do governo do Estado do Paraná, foi demitida por telefone no início do mês passado. O motivo: procurar o Sindicato dos Jornalistas (Sindijor) para reclamar dos três meses de salários atrasados.

Em janeiro, após voltar do recesso de início de ano, Norma recebeu uma ligação do assessor especial do governador, Benedito Pires, que queria se certificar de que ela tinha recebido os atrasados. Então ele informou que ela não trabalhava mais na equipe. No fim do ano passado, ela havia recorrido ao Sindijor para tentar de alguma forma receber os salários em atraso. A queixa motivou uma denúncia, em nome do Sindijor, ao Ministério Público do Trabalho.

Este é mais um capítulo na coletânea de histórias de terror por que passam os jornalistas que trabalham para o governo do estado. Grande parte dos profissionais não tem qualquer contrato formal de trabalho, e muitos deles ainda estão com salários atrasados há três meses. O Sindijor se mantém vigilante para garantir os direitos destes trabalhadores.

Adir Nasser Junior, assessor de imprensa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná

 

Alerta a fotógrafos e jornalistas

Caros amigos, gostaria de informá-los sobre o problema que tive com trabalhos realizados para a Revista Flash, e creio que este fato será de interesse de todos os profissionais da área de comunicação. Fui contratado por esta revista para dois trabalhos de fotografia de arquitetura e ambientação em formato 6x6cm realizados no município de Guaramiranga, no interior do Ceará. Concluídos os trabalhos e publicada a matéria, a revista não apenas não me pagou os valores das diárias em viagem previamente acordados com o editor de fotografia, como também não efetuou o reembolso sequer das despesas envolvidas na execução do trabalho, como é prática comum em todas as revistas. Para a realização das matérias, a revista me procurou com cordialidade. Entretanto, após o envio dos filmes ninguém deu mais notícia alguma. Sumiram! Não respondiam e-mails, não atendiam telefonemas.

Depois de três meses de muitas tentativas de contato de minha parte e de muito desrespeito por parte da revista, procurei então o diretor de redação da revista, Robert Halfoun, que disse claramente que sabia o que estava acontecendo, mas que não precisava me pagar porque eu tinha enviado o recibo correspondente à nota fiscal já assinado. Eles me solicitaram a nota para efetuar o pagamento. Enviar o recibo já assinado é uma prática de caráter desburocratizante e comum, principalmente para clientes distantes e dos quais se espera o mínimo de idoneidade moral.

Fui informado por três outros editores de fotografia de outras revistas de São Paulo para as quais trabalho há anos que a Revista Flash já está conhecida em São Paulo por não pagar aos profissionais que contrata. Segue abaixo cópia de nota que publiquei nos jornais alertando para a prática desta revista.

Revista Flash & Amaury Jr. Este comunicado tem por objetivo alertar Jornalistas e Fotógrafos para a postura da Revista Flash & Amaury Jr, que contratou por duas vezes serviços deste fotógrafo para a realização de fotografias de Arquitetura em viagens ao município de Guaramiranga-CE e não honrou seus compromissos, não efetivando os pagamentos das despesas e honorários do fotógrafo, além de publicar as fotografias sem autorização expressa do autor. Visa ainda esta nota chamar a atenção do público leitor para o mérito e idoneidade moral de uma revista que sequer paga os jornalistas que contrata. Drawlio Joca

Drawlio Joca

Nota do OI: A Revista Flash foi procurada para resposta, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

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