Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

MONITOR DA IMPRENSA > RESCALDOS DO CASO SNOWDEN

Procurador-geral da Austrália garante que jornalistas não serão intimidados

Por lgarcia em 11/09/2013 na edição 763

Tradução de Larriza Thurler, edição de Leticia Nunes. Informações de Paul Owen[“Mark Dreyfus: Australian spies and police will not intimidate journalists”, The Guardian, 7/9/13]

O procurador-geral da Austrália, Mark Dreyfus, garantiu ao jornal britânico The Guardian que as agências de segurança e a polícia do país não intimidarão jornalistas como vem acontecendo no Reino Unido. “Como ministro responsável pela Organização de Inteligência de Segurança Australiana (Asio, sigla em inglês) e pela Polícia Federal Australiana, posso garantir que essas agências continuarão a agir estritamente de acordo com seus respectivos mandatos e com a lei. Não faz parte dos seus mandatos intimidar jornalistas”, escreveu Dreyfus, em carta à Katharine Viner, editora da edição australiana do Guardian. “Entretanto, é responsabilidade da Asio investigar e evitar ameaças à segurança, incluindo a investigação e prevenção de divulgação não autorizada de informação secreta para o domínio público”.

Segundo Dreyfus, a mídia tem “um papel importante e legítimo a desempenhar em proporcionar o entendimento da autorização da vigilância e na proposição de melhorias”. Ele defendeu, ainda, que é preciso fortalecer a consistência das leis de proteção a jornalistas na Austrália.

O Guardian havia escrito a líderes políticos australianos de diferentes partidos para pedir garantias de que o próximo governo não intimide jornalistas ou prejudique seu trabalho, na medida em que jornais continuam a investigar a vigilância do governo americano em todo o mundo. No mês pasasdo, autoridades britânicas detiveram, no aeroporto de Londres, David Miranda, companheiro do correspondente do Guardian Glenn Greenwald, que divulgou revelações feitas pelo ex-agente da NSA Edward Snowden. Além disso, o governo pressionou o Guardian a destruir arquivos de computador em Londres. “Embora as leis de intercepção de comunicações e antiterrorismo na Austrália não sejam as mesmas no Reino Unido e nos EUA, as leis australianas estão abertas a ser mal usadas, a não ser que seus responsáveis estejam vigilantes”, escreveu Katharine.

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