Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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MONITOR DA IMPRENSA >

Proibição de fotos de caixões será revista

12/02/2009 na edição 524

Barack Obama anunciou esta semana que o governo deverá rever a proibição de imagens de caixões de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão, imposta durante o governo de George W. Bush. ‘Estamos em processo de revisão destas normas com o Departamento de Defesa’, disse o presidente durante sua primeira coletiva de imprensa na Casa Branca, no início da semana. Ele evitou confirmar, entretanto, que o embargo seria suspenso. ‘Não quero dar a vocês uma resposta antes de ter avaliado o estudo e entendido todas as implicações’, explicou.


A proibição de imagens dos caixões cobertos com a bandeira americana é bastante criticada. Bush chegou a ser acusado de tentar reduzir o impacto das duas guerras, que mataram cerca de cinco mil soldados. A Casa Branca e o Departamento de Defesa teriam alegado que a medida havia sido tomada em respeito às famílias dos militares mortos.


ONG apela por fim de detenção de jornalistas


Também esta semana, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, fez um apelo a Obama para que coloque fim às detenções de jornalistas pelo Exército americano, alegando que elas encorajam ações similares por governos repressivos. O CPJ pediu também por investigações mais completas de casos de repórteres mortos por tropas dos EUA, para determinar seu caráter acidental ou intencional.


O presidente da organização, Paul Steiger, afirmou que os EUA, como país democrático, apóiam a livre prática jornalística, mas ressaltou que, durante a administração Bush, este respeito a profissionais de imprensa tem sido falho em zonas de conflito. ‘Os EUA sempre foram um exemplo da liberdade de imprensa e acho que seria uma ótima oportunidade para o novo governo reafirmar estes princípios’, completou.


Segundo o CPJ, nos últimos anos, 14 jornalistas foram presos por longos períodos pelo Exército americano, sem acusações formais, em centros de detenção no Iraque, no Afeganistão e na Baía de Guantánamo, em Cuba. Todos foram soltos, exceto Jassam Mohammed, fotógrafo iraquiano freelancer que trabalhava para a Reuters, detido no Iraque desde setembro de 2008. Em dezembro, um porta-voz do Exército afirmou que os EUA não eram obrigados a libertá-lo, mesmo com a corte criminal do Iraque tendo determinado a falta de provas contra ele.


O diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, afirmou que as prisões de jornalistas ‘incentivam os regimes autocráticos a justificarem suas próprias detenções de profissionais da mídia sob acusações vagas de segurança’. O relatório anual da organização listou 41 jornalistas mortos em todo o mundo, no ano passado, por conta de seu trabalho – destes, 11 no Iraque. Informações da AFP [10/2/09] e da Reuters [10/2/09].

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