Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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MONITOR DA IMPRENSA >

Promessa de noite longa para as redes de TV

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 07/11/2006 na edição 406

As redes de TV nos EUA devem ter uma longa noite na terça-feira (7/11), dia das eleições intermediárias no país. ‘Matematicamente, podemos saber até às 10 da noite o resultado da Câmara dos Representantes e, o do Senado, até às 11 da noite. Mas na verdade podemos esperar por horas, até de madrugada’, avalia a vice-presidente da CBS, Linda Mason. Se a disputa for apertada, analistas prevêem que o resultado só será divulgado na quinta-feira (9/11), ou até mais tarde, se for necessária recontagem de votos.


Nesta espera, as emissoras planejam agir com cautela. ‘Aprendemos com os erros passados’, diz o âncora da NBC Brian Williams. ‘Estou vendo que vou acordar com dor nas costas depois de passar uma noite em claro’. ‘Nosso lema é simples. É melhor estar certo [de uma informação] do que ser o primeiro [a noticiar]. Vamos ser extremamente cuidadosos’, completa Sam Feist, diretor político da CNN.


Matemática


Se os democratas conseguirem maioria na Câmara, os âncoras não poderão dar a notícia até que tenham certeza de que o partido ganhou os 15 assentos que precisava para recuperar o controle da Câmara. Felizmente para eles, segundo o analista Charlie Cook, 35 das 53 disputas mais acirradas estão em estados que encerram as eleições às oito da noite.


No Senado, com menos assentos em jogo, a matemática é mais simples. Se um ou dois dos mais vulneráveis republicanos – na Virgínia, na Pensilvânia, em Rhode Island, no Tennesse ou no Missouri – ganhar, as redes saberão cedo que os democratas não conseguirão os seis assentos necessários para o controle do Senado. Mas se os democratas ganharem nestes lugares – e também em Nova Jersey, que ainda é uma incógnita –, as emissoras só poderão divulgar o resultado quando os votos estiverem contados em Montana, onde a eleição encerra-se às 10 da noite.


Vexame passado


Determinado a não repetir o fiasco de 2004, quando os resultados de pesquisa de boca-de-urna vazaram à tarde para alguns sítios e para as revistas online Drudge Report e Slate, o Consórcio Eleitoral Nacional (National Electoral Pool, em inglês) permitirá que duas pessoas de cada rede de TV e da Associated Press fiquem de plantão em um quarto sem janelas em Nova York, apelidado de ‘quarto da quarentena’.


Todos os celulares e laptops serão confiscados e os jornalistas terão acesso aos resultados de sondagens feitas no local de votação pelo consórcio, mas não poderão se comunicar com seus escritórios até às cinco da tarde. O consórcio, formado pelas mais importantes cadeias de TV e pela agência Associated Press, tem como objetivo uniformizar os procedimentos técnicos sobre as pesquisas de boca-de-urna. Informações de Howard Kurtz [Washington Post, 2/11/06].

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