Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MONITOR DA IMPRENSA > IRÃ

Protesto à vista, internet fora do ar

08/12/2009 na edição 567

Correspondentes estrangeiros no Irã receberam ordem das autoridades do país, no fim de semana, de não ir às ruas cobrir manifestações estudantis esperadas para a segunda-feira [7/12]. A internet também ficou lenta nos últimos dias, em uma tentativa do governo de prejudicar um canal de comunicação vital para a oposição. O dia 7 de dezembro marca o assassinato, em 1953, de três estudantes em um protesto anti-EUA. Desde o início dos anos 90, protestos pró-reforma passaram a ser realizados na data.

A classe estudantil forma uma grande parcela do movimento popular de oposição ao repressivo regime iraniano e costuma fazer uso de mensagens de celular e internet para organizar passeatas e expressar suas idéias. No domingo [6/12], o número de policiais e agentes de segurança foi ampliado próximo à Universidade de Teerã.

A convocação para os protestos foi postada em dezenas de sites de partidários dos políticos Hossein Mousavi e Mahdi Karroubi, que perderam as eleições presidenciais de 12 de junho para Mahmoud Ahmadinejad – cujo resultado levou a uma série de manifestações pelo país que acabou com uma resposta violenta das autoridades. Grande parte destes sites já foi bloqueada pelo governo nos últimos meses, obrigando os internautas a criar novas páginas na rede.

Desde sábado [5/12], as conexões de internet na capital ficaram extremamente lentas ou, em alguns casos, completamente nulas. O governo não reconhece a responsabilidade sobre a situação na rede, mas os provedores do país dizem que o problema não é deles e não se trata de uma pane técnica. Normalmente, um ou dois dias após manifestações da oposição, os serviços de internet e telefonia celular são restaurados no país.

De acordo com relatos de testemunhas, os protestos de segunda foram reprimidos com violência em Teerã, com diversos manifestantes espancados e detidos; centenas de policiais teriam cercado a Universidade para tentar bloquear os manifestantes. Segundo a BBC News [7/12], no entanto, a proibição à imprensa estrangeira tornou impossível confirmar os relatos. Informações de Ali Akbar Dareini [Associated Press, 6/12/09].

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