Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > ÁFRICA

Protestos em Gâmbia após morte de editor

28/12/2004 na edição 309

Um grupo de 300 jornalistas – praticamente todos da pequena Gâmbia – saiu às ruas da capital, Banjul, para protestar contra o assassinato de um dos principais profissionais da imprensa, Deyda Hydara, colaborador da agência France Presse e editor do jornal The Point. No dia 16/12, ele foi morto com quatro tiros na cabeça depois de deixar o escritório. Duas colegas que viajavam com ele no mesmo carro ficaram feridas, segundo Nico Colombant [Voz da América, 21/12/04].

Hydara vinha criticando duramente a nova lei de imprensa instituída pelo presidente Yaya Jammeh, que chegou ao poder num golpe em 1994. A lei prevê prisão para jornalistas em caso de difamação. Também aumenta em 500% o preço das licenças para a abertura de rádios e jornais.

O governo condenou o assassinato e ordenou à polícia que ache os culpados. Muitos jornalistas acreditam que ele esteja envolvido. ‘Acreditamos – e isso é o que o outro lado não entende – que eles podem matar todos os jornalistas, mas não podem matar a imprensa’, declarou o vice-presidente da União da Imprensa de Gâmbia. A manifestação cruzou as ruas de Banjul pedindo justiça e liberdade de expressão. Nota dos Integrated Regional Information Networks [22/12/04] reporta que populares gritaram frases de apoio, mas tiveram de ficar à margem, pois apenas jornalistas podiam se juntar ao grupo.

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