Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > PRÊMIO

Pulitzer divulga vencedores de sua 96ª edição

Por lgarcia em 17/04/2012 na edição 690

Tradução e edição: Leticia Nunes

 

A Universidade Columbia, em Nova York, divulgou nesta segunda-feira (16/4) os prêmios Pulitzer deste ano. O jornal Philadelphia Inquirer recebeu o prêmio de Serviço Público, considerada a categoria de maior prestígio do Pulitzer, por uma série de reportagens sobre a violência entre crianças nas escolas da Filadelfia.

O New York Times ganhou dois Pulitzer, por Reportagem Explicativa e Reportagem Internacional. O primeiro, por uma série do repórter David Kocieniewski sobre evasão fiscal; e o segundo, pela cobertura de Jeffrey Gettleman, chefe da sucursal da África Oriental, sobre a fome e os conflitos na região.

Este ano, dois sites levaram prêmios pela primeira vez: o Politico, por Cartum, e o Huffington Post, na categoria de Reportagem Nacional. Veículos inteiramente online passaram a ser aceitos pelo conselho do Pulitzer na edição de 2009.

O Politico, que foi criado em 2007 por dois veteranos do Washington Post, publica um jornal diário, mas sua principal plataforma é o site, que recebeu o prêmio pelos cartuns de Matt Wuerker sobre as disputas político-partidárias na capital. O HuffPost, lançado em 2005 pela ex-socialite grega Arianna Huffington, ganhou o prêmio por uma série sobre veteranos de guerra feridos, escrita pelo também veterano correspondente de guerra David Wood. A reportagem de Wood, batizada de “Além do campo de batalha”, foi divulgada originalmente em uma série em 10 partes, e depois foi transformada em e-book.

A agência de notícias Associated Press, uma das mais antigas organizações de mídia dos EUA, com 166 anos, ganhou o prêmio de Reportagem Investigativa por uma série sobre o trabalho secreto da inteligência do Departamento de Polícia de Nova York após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

***

Confira os vendedores em jornalismo:

** O Philadelphia Inquirer, por Serviço Público.

** O jornal The Tuscaloosa, por Furo de Reportagem.

** Michael J. Berens e Ken Armstrong, do Seattle Times, que dividiram com Matt Apuzzo, Adam Goldman, Eileen Sullivan e Chris Hawley, da AP, o prêmio de Reportagem Investigativa.

** David Kocieniewski, do New York Times, por Reportagem Explicativa.

** O Patriot-News, de Harrisburg, na Pensilvânia, por Reportagem Local.

** David Wood, do Huffington Post, por Reportagem Nacional.

** Jeffrey Gettleman, do New York Times, por Reportagem Internacional.

** Eli Sanders, do semanário de Seattle The Stranger, por Reportagem Especial.

** Mary Schmich, do Chicago Tribune, por Comentário.

** Wesley Morris, do Boston Globe, por Crítica.

** Matt Wuerker, do Politico, por Cartum.

** Massoud Hossaini, da Agence France-Presse, por Reportagem Fotográfica.

** Craig F. Walker, do Denver Post, por Fotografia.

 

Em artes, os vencedores foram:

** Water by the Spoonful, de Quiara Alegría Hudes, na categoria Drama.

** Malcolm X: A Life of Reinvention, de Manning Marable, em História.

** George F. Kennan: An American Life, de John Lewis Gaddis, por Biografia.

** Life on Mars, de Tracy K. Smith, na categoria Poesia.

** The Swerve: How the World Became Modern, de Stephen Greenblatt, por Não-ficção.

** Silent Night: Opera in Two Acts, de Kevin Puts, por Música.

***

Este ano, em sua 96ª edição, o Pulitzer não premiou duas categorias importantes: em Artes, ficou de fora Ficção, e em jornalismo, não houve vencedor em Editorial. Todos os premiados recebem 10 mil dólares, com exceção do prêmio de Serviço Público – sempre concedido a um veículo de comunicação, e não a uma única pessoa –, que ganha uma medalha de ouro. Os prêmios serão entregues em uma cerimônia em maio, na Universidade Columbia. Uma lista completa com os vencedores deste ano, suas biografias e os trabalhos premiados pode ser vista aqui (em inglês).

O Pulitzer foi criado em 1917, seis anos após a morte do publisher Joseph Pulitzer, húngaro naturalizado americano, que havia manifestado em vida sua vontade de criar um prêmio que estimulasse o jornalismo e as artes. Com informações de Amy Chozick [The New York Times, 16/4/12] e do site do Pulitzer. 

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