Sábado, 25 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MONITOR DA IMPRENSA > THE WASHINGTON POST

Quando o tempo fecha para os assinantes

16/02/2010 na edição 577

Em um domingo comum, entregadores andam mais de 80 mil quilômetros para disponibilizar o Washington Post para 625 mil assinantes. Quando o tempo está bom e, portanto, as ruas limpas, a tarefa é concluída em horas. Mas, quando as estradas estão cobertas de neve, a situação é bem diferente, escreveu o ombudsman Andrew Alexander, em sua coluna [15/2/10].

No dia 6/2, sábado, apenas 20% dos assinantes do Post receberam seus jornais pela manhã, depois da primeira de duas tempestades de neve. Na manhã seguinte, domingo, 60% conseguiram ter o diário em casa – muitos, com a edição de sábado. Na segunda e na terça, os índices de entrega foram melhores. Porém, na quarta, uma nova tempestade impediu a entrega de muitos jornais.

Embora o vice-presidente de circulação do Post, Gregg Fernandes, tenha afirmando que ‘provavelmente 70 a 80%’ dos assinantes receberam a assinatura, foram muitos que enviaram email para o ombudsman para reclamar. Muitos alegaram que receberam o New York Times, mas não o Washington Post.

Logística complicada

Mesmo com tempo bom, a entrega do Post envolve uma coreografia complexa. Do complexo gráfico de Springfield partem caminhões para cerca de 30 centros de distribuição, onde estão diversos distribuidores que agenciam a entrega com mais de 2,6 mil entregadores que, em geral, usam os próprios veículos para entregar o Post antes do amanhecer.

Com tempestades, os problemas são inevitáveis. A neve forçou o Post a mudar de caminhões para outros veículos menores, para chegar aos centros de distribuição. Isto implicou em mais viagens e, em algumas delas, os veículos ficaram atolados na neve. Alguns entregadores não conseguiram chegar ao local.

Antecipando a primeira tempestade, Fernandes mandou um email para os assinante alertando que cadernos como revistas e quadrinhos, que são, em geral, entregues com o jornal de sábado, viriam encartados na edição de sexta. Com estes problemas, o tráfego para o site do Post subiu consideravelmente. Depois da primeira tempestade, o número de page views diárias pulou 177%, para quase 16 milhões. O número de leitores que foi diretamente às páginas locais mais que dobrou, para 6,3 milhões diárias. O site foi atualizado constantemente para dar informações sobre operações de metrô, condições de tempo, dentre outros.

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