Domingo, 21 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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MONITOR DA IMPRENSA >

Rádio grega fura greve com conteúdo internacional

20/07/2004 na edição 286

A Federação Internacional de Jornalistas [14/7/04] pediu a seus sindicatos afiliados na Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos que pressionem as rádios internacionais de seus países -respectivamente, Deutsche Welle, BBC World Service e Voz da América – para que não cedam mais sua programação a uma estação de rádio grega que estaria usando esse conteúdo em substituição àquele normalmente produzido por seus funcionários, que têm aderido a greves nacionais. A emissora em questão é a SKAI, cujos jornalistas aderiram totalmente às paralisações propostas por uma coalizão de sindicatos gregos. A rádio pertence ao grupo Alafouzos, que controla também o diário Kathemerini, o principal do país.



Escândalo acaba com promissor jornal mexicano

Lançado há um ano, o diário El Independiente, da Cidade do México, rapidamente ganhou destaque por suas reportagens investigativas, construindo uma reputação de jornalismo agressivo. Entre suas grandes matérias se destacou uma em que a primeira-dama mexicana, Marta Sahagun de Fox, era acusada de tráfico de influências. Ironicamente, o jornal, agora extinto, foi vítima exatamente do tipo de falcatrua que costumava denunciar em suas páginas. Seu proprietário era o empresário argentino-mexicano Carlos Ahumada, protagonista do chamado ‘escândalo do vídeo’. Ele aparece em gravações escondidas dando dinheiro a funcionários do governo da capital mexicana. Quando o caso de propina veio à tona, Ahumada fugiu para Cuba, mas foi deportado após causar mal-estar diplomático entre os dois países, tradicionalmente amigos. El Independiente imediatamente perdeu sua boa fama. No dia 13/6, o governo fechou o jornal sob alegação de que não era economicamente viável, por ter dívidas de mais de US$ 21 milhões e haver registrado prejuízo de mais US$ 14 milhões. Seus empregados foram pegos de surpresa. Segundo a Editor & Publisher [14/7/04], as autoridades se comprometeram a defender os interesses dos ex-funcionários – contudo, dentro das limitações de capital do finado diário.



Editora viola regras com doação política

O New York Times proibe que seus jornalistas façam doações a campanhas políticas. A política do jornal, porém, pode ter sido quebrada pela editora de moda da Times Magazine, Elisabeth Stewart, que, de acordo com os registros feitos pela Comissão Federal Eleitoral, teria doado US$ 1.000 à campanha do candidato democrata à presidência John Kerry. Segundo a porta-voz do Times, Catherine Mathis, a doação teria sido feita em 20/5. ‘Por enquanto estamos apenas checando’, disse ela a Joe Strupp [Editor & Publisher, 12/7/04]. Os registros das campanhas presidenciais deste ano indicam que outros três funcionários do jornal também fizeram doações, mas nenhum deles é do departamento editorial. ‘A política não se aplica a funcionários de fora da redação’, enfatizou a porta-voz.

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